Quais melhores métodos para curar depressão e ansiedade ?

morpheu

Primórdia
Membro Ativo
Mais um textão. Alguma surpresa?
O que você tem contra os textões?

E ainda são modestos.
Não vou dizer que o que escrevo são meras opiniões minhas apenas por medo de parecer arrogante, autoritário e desrespeitador das crenças e opiniões alheias, porque isso seria falsa modéstia.

Mas se você acha que o que eu digo não são fatos, então me aponte o que eu digo que não é um fato e me mostre por que não é um fato.

Enfim, em vez de responder e/ou contra-argumentar alguma coisa que eu disse, você se limitou apenas a comentar o tamanho e a modéstia (ou falta dela) do meu texto.

Tipo assim morpheu, quantas vezes você sente sede no dia? Várias vezes né? Toda vez que você sente sede você bebê água, mesmo sabendo que ela vai voltar, isso é um ato de necessidades básica para sobreviver?
Sim!
O mesmo acontece com a depressão, quando uma pessoa está em um estado de tristeza profunda ou até mesmo numa depressão, essa pessoa sente sede de algo que acabe com o sofrimento dela para que ela possa sobrevive mais tranquila, individual que a tristeza volte ou não, essa pessoa quer um alívio.
Como meu pai dizia "o melhor tempero para a comida é a fome", realmente, quando a pessoa está com fome, qualquer comida fica gostosa, o mesmo é com a depressão, quando a pessoa está depressiva, qualquer método é válido para melhora, mesmo que por um instante.
Você não falou nada que já não tivesse sido dito antes neste tópico, então eu também vou apenas repetir coisas que eu já disse:

- Alívio temporário é fuga. Muitas pessoas fumam, bebem e usam drogas como cocaína, crack e heroína porque também querem um alívio temporário do seu sofrimento.

- Se a pessoa busca um alívio na hora de colher o sofrimento que ela mesma plantou, então ela não vai aprender com as suas burradas.

- Se hoje eu tenho uma depressão e uso cogumelo para ter um alívio dela, amanhã, quando um novo sofrimento me aparecer, eu vou querer recorrer à droga novamente e, desse modo, vou me tornar um escravo dela, já que nunca chegará um momento em que não haverá mais nenhum sofrimento e mais nenhum problema para mim.
 

joaojoaojoao

Esporo
Membro Novo
olha só, tenho bastante interesse pelo assunto proposto, acredito que seja bastante mais proveitoso tomarmos como legítimas as questões propostas e apresentar diretrizes e protocolos (caso existam) e não ficarmos discutindo o mérito/validade das necessidades que foram apresentadas.

também tenho curiosidade em saber se o mais indicado para um tratamento de depressão seria microdosagem ou doses mais altas com maior espaçamento (quais quantidades?)

obrigado!
 

Ankardo

Primórdia
Membro Ativo
olha só, tenho bastante interesse pelo assunto proposto, acredito que seja bastante mais proveitoso tomarmos como legítimas as questões propostas e apresentar diretrizes e protocolos (caso existam) e não ficarmos discutindo o mérito/validade das necessidades que foram apresentadas.

também tenho curiosidade em saber se o mais indicado para um tratamento de depressão seria microdosagem ou doses mais altas com maior espaçamento (quais quantidades?)

obrigado!
Tinha lido em algum artigo na internet de que doses maiores estavam tendo efeitos mais expressivos, mas isso é completamente especulativo pois hoje infelizmente não temos ainda a informação de qual seria a dose ideal, como todo alterador de consciência existe pouco estudo sobre pois existe muito boato dos perigos tipo a história daquele que tomou e nunca mais voltou e etc.

Então acho que deverias tentar as duas abordagens, o que funcionar siga fazendo, velha filosofia "Whatever makes you happy".
 

Anão

O Homem Risonho
Membro Ativo
Recomendaria não colocar expectativas altas no tratamento com cogumelo. O que importa é sua atitude, sua perspectiva em relação à sua vida, o que você pensa e faz, sua saúde física também. Digo isso por experiência própria. Já fiz tratamento de microdosagem com LSD e cogumelos e os dois tiveram "bons resultados". Provavelmente uma soma de placebo, aumento de dopamina temporário, e etc. Mas jamais colocaria a responsabilidade de um problema meu, um problema pessoal e complexo, que tem raízes em coisas que eu nem sei, em uma simples substância, por mais poderosa que ela seja.

O cogumelo pode te mostrar perspectivas diferentes durante as experiências, mas não acho que ele seja um remédio como muita gente aqui no fórum tem tentado ou pretendido usar. Ele não é uma pílula de felicidade. O motivo pelo qual acredito que eles ajudam tanto, é pela experiência e pelas perspectivas que ela te dá. A microdosagem é muito pouco comprovável, e ao meu ver, um desperdício. 0,2g por dia, em 3 semanas são 4g. Se você focar em melhorar, estudar, meditar, comer melhor, se exercitar durante 4 semanas, e ao final dessas 4 semanas, apesar dos esforços, apesar dos momentos de desilusão e de vontade de desistir, você persistir, e tomar os 4g. Essas são as experiências que curam sua depressão, que curam a ansiedade.

Se você parar pra pensar, a expectativa de que tomar uma dose pequena por dia, faça uma melhora significativa na sua vida, não só é muito otimista, como não define uma cura, nem uma ajuda. O que acontece quando você não tiver? O placebo irá se inverter. Ainda que você tenha se sentido melhor, mesmo sem efeito do cogumelo em si, quando você não tiver o mesmo, o efeito será contrário. Você está apenas adquirindo mais um vício, ou mais um hábito, que não é produtivo.

O que eu fiz? Eu estava estudando, buscando algo pra melhorar, durante anos. Adquirir diversos pequenos pedaços de conhecimento que por si só, não eram suficientes para me motivar. Fiquei anos em uma situação quase estagnada, chegando ao ponto de acreditar que nada aconteceria, mesmo sabendo que sim, aconteceria. O universo e o destino são completamente inescapáveis. De maneira que, após ler alguns livros, ter algumas perspectivas diferentes, decidi adotar um método estóico de ver e agir sobre a vida. Todos os pequenos fragmentos de conhecimento que eu adquiri e que achei que não me ajudavam, se juntaram eventualmente e algo "clicou". Todas as pequenas coisas que eu sabia, incluindo o cogumelo e minhas experiências, se juntaram em um resultado único. Principalmente quando eu aprendi a aprender. Desliguei meu cérebro de macaco com maior frequência e decidi que queria realmente mudar, ao invés de me lamentar.

Eu me preocupo apenas com o que está ao meu alcance. Me preocupo em ser virtuoso, sempre aceitar a responsabilidade por tudo o que eu faço e sou, e tentar sempre ser a melhor versão de mim mesmo. O que está ao meu alcance, são minhas opiniões, meu conhecimento, minhas ações e minhas reações em relação ao que se apresenta. Muito da minha ansiedade vinha da expectativa do futuro e arrependimento do passado, duas coisas que não estão sob controle de ninguém, a não ser do universo. Suas ações presentes influenciarão o seu futuro, de maneira que pensar no futuro para agir no presente, é contra produtivo e inútil. Eu adotei um método de terceira-pessoa em tudo o que diz respeito à mim. Eu me imagino como alguém pelo qual eu fosse responsável. Me vejo como meu próprio filho, por exemplo. Isto foi algo que me ajudou na minha falta de auto-estima. Eu achava que não merecia nada de bom, não merecia o tempo de ninguém, nem melhorar. Ao me ver como outra pessoa e agir de maneira como eu recomendaria alguém agir, eu recuperei minha auto estima.

Eu li um livro chamado "O Poder do Hábito" escrito por Charles Duhigg no qual ele explica como os hábitos são formados, como funcionam, quanto tempo em média se leva para que você possa desenvolver um hábito, etc. Através deste livro, eu entendi que focar em deixar um hábito negativo não funciona tão bem quanto desenvolver hábitos positivos. Outra informação que li é que um hábito leva em média 3 meses para que se torne um hábito, ou seja, algo que você faz de maneira automática. Durante os primeiros meses, é importante não falhar nenhum dia. Neste livro, ele recomenda três hábitos chave, que são hábitos que têm maior chance de gerarem melhora geral e trazerem outros hábitos melhores. Os três hábitos são: meditação, exercícios físicos e leitura. São três hábitos universalmente reconhecidos como bons hábitos. Inicialmente eu decidi adotar a meditação, sendo uma das poucas vezes na vida em que, após ler diversos estudos sobre meditação, decidi levar a sério. Eu medito ao menos 10 minutos, mas procuro meditar 20 minutos diários ao acordar e quando posso antes de dormir. A meditação é uma ferramenta muito mais poderosa que o cogumelo para o tratamento de ansiedade e depressão, na minha opinião. Você, tal como eu já fiz, pode se perguntar, por quê? O que "fazer nada" ou "pensar em nada" durante alguns minutos é tão poderoso? A resposta tem a ver com o treinamento da sua mente em ignorar o "cérebro de macaco". O cérebro de macaco é o modo padrão do ser humano, é a voz que fica o dia todo te julgando e julgando os outros. Aquela voz que está sempre te desanimando, te julgando, te cobrando, te cansando. Quando você medita com frequência, você aprende a ignorar esta voz de maneira automática. Além disso, o fato de tornar a meditação um hábito diário me trouxe motivação e disciplina. Através da meditação, eu decidi adotar também a calistenia (exercícios físicos apenas com o peso do corpo) para melhorar minha auto estima e minha condição física. Junto da calistenia, para que ela não seja em vão, decidi adotar alimentação melhor, evitando sempre açúcares, frituras, comidas processadas, etc.

Todas as mudanças acima, naturalmente, "me curaram". Curaram entre aspas, porque depressão e ansiedade não se cura, se lida. Você está ciente do que são e que podem voltar a qualquer momento. Por isso a filosofia e perspectiva estóica tem me ajudado de forma absurda. Deixar de se culpar pelos seus erros do passado, tornar-se um homem mais virtuoso, com controle sobre seu próprio corpo e sua própria mente. Você não conseguirá nada disso a longo prazo com nenhuma substância. A experiência que a substância trás pode trazer junto consigo respostas ou perspectivas diferentes, podem te mostrar o caminho, mas quem precisa trilhar o caminho é você.
 

joaojoaojoao

Esporo
Membro Novo
Tinha lido em algum artigo na internet de que doses maiores estavam tendo efeitos mais expressivos, mas isso é completamente especulativo pois hoje infelizmente não temos ainda a informação de qual seria a dose ideal, como todo alterador de consciência existe pouco estudo sobre pois existe muito boato dos perigos tipo a história daquele que tomou e nunca mais voltou e etc.

Então acho que deverias tentar as duas abordagens, o que funcionar siga fazendo, velha filosofia "Whatever makes you happy".
pensei que existissem alguns protocolos já estabelecidos de consumo/tratamento

penso em tomar uma dose grande mas estou indo serenamente por enquanto.
 

Tucum

Esporo
Membro Novo
O amigo só critica tudo, oh velho tá precisando comer uns cogumelos mano rs

Irmaos, cogumelos mágicos são Enteógeno e não droga.
Aqui ninguém é médico e ninguém pode receitar tratamento com o que quer que seja. Fora que isso é muito perigoso e pode até mesmo piorar o quadro.
Os cogumelos são mágicos, sagrados, e eles entregam a cada um o que cada um precisa receber, e temos que ter muito respeito para receber e compreender o que eles tem para nos transmitir.
Com a força da natureza não se brinca.
 

morpheu

Primórdia
Membro Ativo
O amigo só critica tudo, oh velho tá precisando comer uns cogumelos mano rs
Partindo do pressuposto de que esse comentário foi para mim: não, não estou precisando comer cogumelos. E por que precisaria?

Irmaos, cogumelos mágicos são Enteógeno e não droga.
Mas é claro que os cogumelos são droga. Vai me dizer que você não fica bem loucão quando manda eles pra dentro?

E “enteógeno” é apenas um eufemismo criado por pessoas que não aceitam admitir que o que veem sob efeito da droga é mera alucinação e por isso precisam criar uma palavra justamente para disfarçar esse fato e dar a impressão de que é algo divino.

Aqui ninguém é médico e ninguém pode receitar tratamento com o que quer que seja.
Eu, pelo menos, não receitei nada para ninguém.

Os cogumelos são mágicos, sagrados
Os cogumelos são tão sagrados quanto uma pedra de crack.
 

Tucum

Esporo
Membro Novo
É irmão acho que há uma diferença cultural ai de visão de mundo .

Esses cogumelos, bem como as plantas e cactos de poder, são Enteogeno s porque provocam o encontro com o divino. É assim por natureza.

Eu também não fico louco quando como os cogumelos, e espero que a pessoa que quer tratar a depressão também não fique louca por isso estou alertando sobre a responsabilidade, e me desculpe ai a brincadeira.
 

joaojoaojoao

Esporo
Membro Novo
Eles provocam o encontro com o divino, ou o encontro com aquilo que você pensa que é o divino?
qual a diferença? a realidade não pode ser apenas uma percepção individual suficientemente convincente?
Post automaticamente mesclado:

percebo que você despende um tempo precioso tentando desconstruir as crenças dos outros, qual seu objetivo com isso? no que essa dose de ceticismo e amargura faz bem para pessoas que já estão suficientemente em sofrimento?

além de desvirtuar o tema proposto no tópico, como se as suas angústias em relação a percepção da realidade estivessem acima do assunto em questão.

desculpe se falei alguma bobagem.
um abraço. 🙏🏼
 
Última edição:

morpheu

Primórdia
Membro Ativo
qual a diferença? a realidade não pode ser apenas uma percepção individual suficientemente convincente?
Não, não pode.

Quando você acorda de um sonho, você percebe que ele foi apenas uma ilusão. Mas, enquanto o sonho estava acontecendo, você estava convencido de que ele era real. Mas o fato de o sonho ser uma percepção individual que lhe convence que é real faz com que ele de fato seja real?

Existem pessoas que têm delírios e alucinações como ouvir vozes e achar que estão sendo perseguidas. Só porque uma pessoa sente que está sendo perseguida quer dizer que ela de fato está sendo perseguida? As vozes ouvidas também são apenas percepções individuais convincentes, mas isso quer dizer que elas sejam reais? Porque, se forem reais, então nem faz sentido falar que essas pessoas estão doentes e que sofrem de delírios e alucinações.

percebo que você despende um tempo precioso tentando desconstruir as crenças dos outros, qual seu objetivo com isso?
Eu faço isso porque é importante que isso seja feito. Toda crença é escravizante e uma forma de engano. Se eu tento mostrar isso aos outros, é porque isso é o melhor a ser feito. Se você visse um cego caminhando em direção a um penhasco, você não o avisaria de que há um penhasco e que ele pode cair? Se ele quisesse continuar indo em direção ao penhasco e cair, tudo bem, seria um direito dele. Mas pelo menos você teria feito a sua parte. E eu também estou apenas fazendo a minha.

Se eu conseguir fazer pelo menos uma pessoa perceber a falsidade de pelo menos uma crença, já valeu a pena eu ter perdido todo esse precioso tempo. E se eu não conseguir fazer ninguém perceber a falsidade de nenhuma crença, também valeu a pena eu ter perdido todo esse precioso tempo.

no que essa dose de ceticismo e amargura faz bem para pessoas que já estão suficientemente em sofrimento?
O que você chama de fazer bem aos outros? Confortá-los contando-lhes mentiras? Pois isso é fazer mal a eles, isso sim.

E eu não estou aqui para consolar os outros, porque isso apenas os estimula a terem ainda mais pena de si mesmos, o que é algo nocivo.

Se o que eu digo soa amargo, é porque a verdade é dura mesma. Mas se é conforto que os outros querem, o que não falta no mundo são fugas e ilusões para nos confortar e em que nos refugiar. Aí cabe a cada um fazer a sua escolha: uma verdade que dói, ou uma mentira que conforta.
 

joaojoaojoao

Esporo
Membro Novo
Se você visse um cego caminhando em direção a um penhasco, você não o avisaria de que há um penhasco e que ele pode cair?
aqui está, para mim, o cerne da questão.

você considera sua visão absoluta e quem não chegou a ela (os demais) são os cegos que você quer salvar.

no meu pensamento isso é, além de pretensioso, falho. ninguém lhe conferiu este título ou poder, e é investido dessa auto percepção que você expõe seu ponto de vista, ou estou enganado?

desde quando você viu mais ou percebeu melhor do que os outros membros do forum, que estão expondo suas questões de maneira objetiva e querendo um esclarecimento pontual, e não saber o caminho da sua última verdade verdadeira?
 

Améliazinhas2

Esporo
Membro Novo
Depressão é uma doença, não é um estado de humor, é uma irregularidade ocorrida nos neurotransmissores. Não só se caracteriza por "fugir dos problemas/se sentir infeliz", ela carrega outros vários sintomas. Acontece que a psilocibina pode trazer um efeito de "reset" no cérebro da pessoa que a usa, ajustando sim essa irregularidade que ocorre no cérebro depressivo. Pelo que pude perceber, você tem uma perspectiva muito pessimista sobre a vida, como se nada pudesse fazer alguém ser feliz de novo, mas não é verdade, tudo pode ser restaurado com novas estratégias e mudanças de hábito, talvez você esteja precisando de uma microdose, abraços.
Percebo que cada vez mais os alucinógenos estão sendo usados como muleta, escapismo e fuga, principalmente agora com essa modinha das microdoses.

O argumento de quem defende o uso de alucinógenos para tratar depressão e ansiedade é que os alucinógenos não causam dependência, não têm efeitos colaterais e não fazem mal à saúde como os remédios psiquiátricos. Mas o que os defensores dos alucinógenos esquecem é que, em primeiro lugar, o próprio ato de tentar acabar com o sofrimento só gera ainda mais sofrimento, pouco importa qual meio se utilize para isso, se são alucinógenos, microdose de droga, remédios psiquiátricos, álcool, maconha, sexo, religião, entretenimento, ou outras formas de fuga; em segundo lugar, que nenhuma coisa, nenhuma pessoa, nenhuma circunstância, nenhuma religião, nenhum deus, nenhuma substância química, absolutamente nada é capaz de fazer alguém feliz (o problema é que nós só percebemos e aceitamos esse fato depois de ter quebrado a cara vezes sem conta). Se você acha que precisa de uma droga pra ser “feliz”, então também encare o fato de que sem a droga você será infeliz. Se você investe sua “felicidade” em algo limitado, transitório, fugaz e impermanente como uma droga, a sua “felicidade” também será limitada, transitória, fugaz e impermanente. E mesmo que você passe o resto da sua vida usando droga para anestesiar o seu sofrimento, lembre-se que, quando a morte chegar, você não poderá levar a droga junto com você.

Além do mais, se essas matérias e artigos que associam cogumelos à cura de depressão fossem realistas em vez de tendenciosos, eles não falariam que cogumelos ajudam a tratar e curar a depressão, mas sim que cogumelos fazem pessoas que antes sabiam que eram infelizes passarem a se enganar achando que são felizes. Verdadeira felicidade não depende de nada nem de ninguém.
 

morpheu

Primórdia
Membro Ativo
você considera sua visão absoluta e quem não chegou a ela (os demais) são os cegos que você quer salvar.
Tudo que eu faço é falar fatos óbvios. Se você acha que o que eu digo não é verdade, então me mostre, por meio de apontamentos e argumentos, onde eu estou errado.

ninguém lhe conferiu este título ou poder
Ainda bem que ninguém me conferiu esse título ou poder. E nem eu faço a mínima questão que alguém me confira. Títulos, posições, autoridades, poder, isso para mim não significa absolutamente nada.

Aliás, o que importa é o que está sendo dito, e não quem o está dizendo. Por acaso uma idiotice deixa de ser idiotice só porque foi falada por uma pessoa que tem certo prestígio e autoridade aos olhos dos outros, como um famoso cientista, um intelectual, um filósofo, um pensador, um líder político ou religioso, um mestre espiritual? E por acaso uma coisa sábia e verdadeira se torna menos sábia e verdadeira só porque foi falada por um zé ninguém, por um iletrado, por um anônimo na internet, por alguém que ninguém nunca ouviu falar?

Tem pessoa que é assim: se ouve uma “autoridade” falando determinada coisa, acha aquilo maravilhoso e digno de respeito e consideração, ou às vezes pode até não gostar do que está sendo dito, mas pelo menos ela diz: “eu não concordo com isso, mas respeito e entendo”. Mas quando a mesma pessoa ouve exatamente a mesma coisa sendo dita por um zé ninguém, aí ela ouve aquilo e diz: “meu Deus, que idiotice esse aí tá falando”.

A gente se deixa enganar e seduzir por fama, popularidade, poder, prestígio, autoridade, títulos, posição, como se essas besteiras significassem alguma coisa.

Atente-se ao que eu digo, e não a mim.

desde quando você viu mais ou percebeu melhor do que os outros membros do forum, que estão expondo suas questões de maneira objetiva e querendo um esclarecimento pontual, e não saber o caminho da sua última verdade verdadeira?
Se eu falasse que eu já vi mais ou já percebi melhor do que os outros membros do fórum, você me chamaria de arrogante e pretensioso (inclusive, você já me chamou desse último adjetivo). Hoje em dia parece que ninguém mais pode se atrever a falar que os outros estão enganados sob risco de ser considerado autoritário, petulante e desrespeitador das crenças e opiniões alheias (como se crenças e opiniões devessem ser respeitadas).

Talvez eu esteja enganado, mas você me parece ser um relativista (ou seja, você acha que afirmar que 2 + 2 = 389 é algo tão válido quanto afirmar que 2 + 2 = 4 [talvez porque você tenha medo de ferir os sentimentos daqueles que acham que 2 + 2 = 389, não sei]). Aliás, muitos relativistas são relativistas só de fachada: por fora eles fingem que respeitam e consideram válidos todos os pontos de vista, mas por dentro eles ouvem certas coisas e pensam: “minha nossa, que imbecilidade esse aí acabou de dizer”.

E eu não quero que ninguém acredite em mim (e eu sei que eu nem corro esse risco mesmo [ainda bem!], já que eu não tenho título e poder, como você mesmo disse), só o que eu quero é que os outros vejam se o que eu digo faz ou não faz sentido e se é verdade ou mentira. Se eles quiserem continuar desviando o olhar daquilo para o que eu aponto, tudo bem, é um direito deles. Todo mundo é livre para continuar se enganando, se assim desejarem. Para as pessoas, em sua grande maioria, apenas ouvir uma verdade não é o suficiente para que elas a compreendam, é necessário que elas quebrem a cara inúmeras vezes e passem por repetidas experiências desagradáveis para sentir na pele e aprender na marra aquela verdade que antes elas apenas ouviam sem compreender.

Se você acha que eu estou falando besteira, então ignore o que eu digo e continue acreditando no que você esteve acreditando até agora. E veja por si mesmo que fim isso vai ter.

Depressão é uma doença, não é um estado de humor, é uma irregularidade ocorrida nos neurotransmissores.
Você já viu essa irregularidade nos neurotransmissores, ou você está apenas acreditando no que lhe contaram?

Como nós não queremos admitir que nós mesmos criamos o nosso sofrimento, nós jogamos a culpa por ele na matéria, no nosso cérebro, nos nossos neurotransmissores...

De qualquer modo, uma irregularidade nos neurotransmissores só tem o poder de me fazer infeliz porque eu me identifico com o meu corpo e porque eu quero que os meus neurotransmissores estejam regulados. Se eu não me identificar mais com o meu corpo e se eu não quiser mais que os meus neurotransmissores estejam regulados, essa irregularidade neles não terá mais o poder de me fazer infeliz.

Acontece que a psilocibina pode trazer um efeito de "reset" no cérebro da pessoa que a usa, ajustando sim essa irregularidade que ocorre no cérebro depressivo.
Só que tem um probleminha aí: o cérebro está sempre mudando (ou pelo menos é o que dizem os cientistas, pois eu mesmo nunca vi esse tal de cérebro), e, portanto, uma hora esse “reset” provocado pela droga chegará ao fim, o que fará com que a “felicidade” provocada por esse reset também chegue ao fim. E que valor pode ter uma felicidade que depende de algo que em breve mudará e chegará ao fim?

Aliás, isso está mais para sofrimento do que para felicidade, pois uma vez que a sua felicidade depende de algo, você precisa se esforçar e lutar para conseguir esse algo (e esse esforço e essa luta já são em si mesmos sofrimento), e, uma vez conseguido, você passa a viver constantemente preocupada e com medo de perder esse algo e precisa se esforçar para mantê-lo (e esse esforço já é mais sofrimento). Ou então você pode nunca nem conseguir ter esse algo.

Pelo que pude perceber, você tem uma perspectiva muito pessimista sobre a vida
Eu não sou pessimista. Eu sou realista.

como se nada pudesse fazer alguém ser feliz de novo
De fato uma pessoa não pode jamais ser feliz. Ela pode conseguir tudo o que quer, realizar todos os seus sonhos, alcançar todos os seus objetivos, tornar-se a pessoa mais rica, poderosa, influente, importante e amada do mundo, que no final ela ainda continuará sentindo aquela profunda sensação de limitação, de insuficiência, de incompletude, de imperfeição, de não ser o bastante.

talvez você esteja precisando de uma microdose
Não estou, não.
 

joaojoaojoao

Esporo
Membro Novo
cara eu tenho minha opinião sobre as coisas e apenas não acho que a opinião dos outros é pior que a minha por ser diferente.

não falei que você se achava o dono da verdade por qualquer autoridade proveniente de títulos ou reconhecimentos sociais mas sim pela sensação que me passou de que seu próprio julgamento lhe conferia essa posição.

honestamente, vejo em você uma pessoa muito machucada em virtude das suas crenças (antigas e talvez superadas) e me parece que sua intenção é positiva.

mas lhe dou um conselho, pega mais leve consigo mesmo, não vale a pena viver tendo todas as respostas na ponta da língua, conserva espaço pro desconhecido, dá uma chance pra fé e experimente ser mais amoroso na sua fala.

você vai ver que a vida pode ser bem menos amarga assim.

fica bem aí. um abraço 🙏🏼
 

Tucum

Esporo
Membro Novo
Fora que disvirtuou totalmente o tópico.

Vamo cada um cuidar da própria vida vamo irmão?! Deixa o tópico pra quem precisa .


Melhoras
 

morpheu

Primórdia
Membro Ativo
não falei que você se achava o dono da verdade por qualquer autoridade proveniente de títulos ou reconhecimentos sociais mas sim pela sensação que me passou de que seu próprio julgamento lhe conferia essa posição.
Você está refutando coisas que eu não disse. Em momento algum eu coloquei em questão o motivo que fez você ter a sensação de que eu me acho o dono da verdade.

Você havia falado que ninguém me conferiu o título ou o poder de dono da verdade, como se o fato de alguém me conferir esse título ou poder me desse mais direito de falar as coisas do modo como falo. Foi apenas isso que eu ataquei.

honestamente, vejo em você uma pessoa muito machucada em virtude das suas crenças (antigas e talvez superadas)
O que você pensa sobre mim é problema seu, não meu.

E que importância tem se eu sou uma pessoa machucada ou não machucada? Que diferença isso faz no que está sendo debatido? Caso eu seja uma pessoa machucada, isso torna o que eu digo menos digno de ser levado em consideração?

Você parece estar muito mais interessado em criticar a minha pessoa do que em refutar os argumentos que eu exponho. Quando uma pessoa não tem mais o que responder e quer fugir de um debate, ela faz isso mesmo: em vez de rebater o que está sendo dito, critica quem o está dizendo.
 

joaojoaojoao

Esporo
Membro Novo
tranquilo cara, fique com suas razões, em nenhum momento falei com a intenção de lhe atacar como pessoa, apenas saiba disso.

✌
 

Améliazinhas2

Esporo
Membro Novo
Você já viu essa irregularidade nos neurotransmissores, ou você está apenas acreditando no que lhe contaram?
Me mostra seu diploma de medicina que ai a gente pode conversar sobre quem eu devo acreditar. Cara, se você quer ser pessimista em relação a si mesmo ou em relação a vida, vá em frente, é um direito seu, mas agora querer sair falando isso pra todos sem embasamento nenhum além da melancolia eu já acho de mais. Com a microdosagem a pessoa poderia ter melhoras, seria algo bem ministrado, e por mais que seja um alucinógeno em pequena quantidade não causaria alteração da realidade (alucinações). Tudo que estou dizendo é de pesquisa científica e artigos feitos por médicos, mas cada um acredita no que quiser. Paz e luz amigo.
 

morpheu

Primórdia
Membro Ativo
Me mostra seu diploma de medicina que ai a gente pode conversar sobre quem eu devo acreditar.
Não tenho diploma de medicina, e nem faço a mínima questão de ter.

E então quer dizer que você acredita em quem tem diploma de medicina? Bom, pelo menos você reconhece que está apenas acreditando nos outros. E o que lhe garante que os outros não estão, consciente ou inconscientemente, mentindo para você?

No final das contas, é bom mesmo que você não acredite em mim, embora não adiante nada não acreditar em mim mas em compensação acreditar em outros. A coisa mais sábia que cada um pode fazer é não acreditar em ninguém, mas descobrir por si mesmo qual é a verdade.

Cara, se você quer ser pessimista em relação a si mesmo ou em relação a vida, vá em frente, é um direito seu
Eu já disse: eu não sou pessimista, eu sou realista.

Tudo que estou dizendo é de pesquisa científica e artigos feitos por médicos
De fato, há vários médicos e cientistas que estudam o cérebro por acharem que, conhecendo a fundo esse órgão, eles vão poder criar e receitar a substância química perfeita para fazer o ser humano feliz.

Obviamente eles só fazem isso porque eles mesmos não sabem o que de fato é felicidade. Qualquer mudança na química cerebral não vai gerar uma felicidade verdadeira e profunda, mas apenas um temporário prazer físico e/ou mental.

Se uma pessoa depende de uma substância química para ser feliz, obviamente ela não é feliz, pois onde há dependência não pode jamais haver felicidade, mas somente medo – no caso, medo de não ter a substância química, medo de perder a substância química. E se uma pessoa depende de uma droga para ser feliz, ela se torna escrava da droga. E pode haver felicidade onde há escravidão?

Além do mais, o cérebro é uma coisa, e é da própria natureza do que é coisa mudar e chegar ao fim. Se uma pessoa tenta ser feliz mantendo o seu cérebro num determinado estado, ela só vai experimentar frustração, já que, por mais que ela se esforce e por mais que a ciência avance, elas jamais conseguirão ter total controle sobre o cérebro e evitar as mudanças que nele ocorrem. A propósito, é por isso que os cientistas estudam as coisas: porque querem ter algum controle sobre elas, e eles querem controlar as coisas porque acham que desse modo a vida do ser humano se tornará mais fácil e menos infeliz e insuportável.

E os cogumelos não podem fazer ninguém feliz porque eles não vão até a raiz da infelicidade, que é o fato de que nós pensamos ser algo que nós não somos. Por mais que uma pessoa use cogumelos, seja em microdoses ou em doses altas, ela continua acreditando e tendo a sensação de que é um indivíduo, e, enquanto ela achar que é um indivíduo, ela sempre se sentirá limitada, incompleta, insatisfeita e ameaçada, e, portanto, sua vida continuará sendo apenas dor, sofrimento, miséria, angústia, agonia, desespero, frustração, pânico, preocupação, aflição, horror, desgraça, decepção... Superficialmente ela pode até se sentir bem por um curto período de tempo, mas profundamente sempre haverá um sentimento subjacente de medo e de que algo está faltando.
 
Superior