Budismo

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Num certo sentido, a iluminação é perceber que não existe nenhum "eu" separado. Podemos ouvir isto cem mil vezes, "Não existe nenhum eu separado." Mas o que acontece quando nós trazemos isto para dentro e consideramos seriamente o que isto poderia significar? Nós iríamos descobrir que significa que tudo o que eu, como um eu separado, considero verdadeiro, não é.

O sabor de "nenhum eu separado" é totalmente libertador. "Nenhum eu separado" não significa que há uma experiência espiritual tal como, "eu me estendi infinitamente por toda a parte, e me fundi com tudo." Essa é uma experiência bela e maravilhosa para um "eu" separado ter, mas não é isso que é a Unidade. A Unidade não está se fundindo.

A fusão ocorre entre dois e uma vez que existe apenas Um, então qualquer experiência de fusão é uma ilusão se fundindo com outra, por mais linda e maravilhosa que essa experiência possa ser. Mesmo quando eu experimentei fundir-me com o absoluto, com o infinito, com Deus, isso significa simplesmente que o meu "eu" fictício se fundiu com outra ficção. Experiências místicas não são iluminação.

Adyashanti
 

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Dilgo Khyentse Rinpoche (Tibete, 1910 – Butão, 1991):

Milarepa disse: “Minha religião é não ter nada do que se arrepender quando morrer”. Mas a maioria das pessoas não dá nenhuma importância a essa maneira de pensar. Fingimos ser muito calmos e controlados, cheios de palavras doces, para que as pessoas comuns — que não conhecem nossos pensamentos — digam: “Esse é um verdadeiro bodisatva”. Mas é apenas nosso comportamento externo que elas veem.

A coisa importante a fazer é não realizar qualquer coisa que possamos nos arrepender depois. Portanto, precisamos nos examinar honestamente.

Infelizmente, nosso apego ao ego é tão grosseiro que, mesmo se tivermos sim alguma pequena qualidade, pensamos que somos maravilhosos. Por outro lado, se temos algum grande defeito, nem mesmo percebemos. Há um ditado que diz: “No pico do orgulho, a água das boas qualidades não permanece”.

Então, devemos ser muito meticulosos. Se, após examinarmos completamente a nós mesmos, pudermos colocar as mãos no coração e honestamente pensar: “Minhas ações estão todas corretas”, então isso é um sinal de que estamos ganhando alguma experiência no treinamento da mente.

Devemos então ficar contentes que nossa prática tem ido bem e nos determinar a fazer ainda melhor no futuro, assim como fizeram os bodisatvas de outros tempos. Com todos os meios devemos gerar antídotos cada vez mais, agindo de modo a estar em paz com nós mesmos.

“Enlightened Courage”, cap. 5

http://darma.info/trechos/2012/06/nada-do-que-se-arrepender/
 

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Revista: É preciso acreditar em reencarnação para ser budista?

Thich Nhat Hanh: Reencarnação significa que há uma alma que sai do seu corpo e entra em outro corpo. Essa é uma idéia muito popular e muito errônea da continuação no Budismo. Se você acredita que existe uma alma, um self que habita um corpo e que se vai quando o corpo se desintegra e assume outra forma, isso não é budismo.

Ao olhar para uma pessoa, você vê cinco skandhas, ou elementos: forma, sentimentos, percepções, formações mentais e consciência. Não há alma, não há self fora desses cinco, portanto quando os cinco elementos se dissolvem, o karma, as ações que você fez ao longo da vida são sua continuação. O que você fez ou pensou ainda continua existindo como energia. Você não precisa de uma alma, ou de um self para continuar. É como uma nuvem. Mesmo quando a nuvem não está ali, ela sempre continua existindo como neve ou chuva. A nuvem não precisa ter alma para ter continuidade.

Não há início nem fim. Você não precisa esperar até que este corpo se dissolva totalmente para ter continuidade – você continua a cada momento. Vamos supor que eu transmita minha energia a centenas de pessoas; essas pessoas serão minha continuação. Se você olhar para elas, poderá me ver nelas. Se você acha que sou isso [Thay aponta para si], então você não me viu. Mas se você me vir em minhas palavras e minhas ações, verá que elas são minha continuação. Ao olhar para meus discípulos, meus alunos, meus livros e meus amigos, você vê minha continuação. Nunca morrerei. Este corpo se dissolverá, mas isso não significa que morrerei. Continuarei, para sempre.

E isso é verdade para todos nós. Você é mais do que este corpo porque os cinco skandhas estão sempre produzindo energia. Isto se chama karma ou ação. No entanto, não há ator – você não precisa de um ator. A ação já é suficiente. Isto pode ser entendido em termos de física quântica. Massa e energia, e força e matéria – não são duas coisas separadas. São a mesma coisa.

http://www.tudopositivo.com.br/2016/09/29/thich-nhat-hanh-fala-sobre-budistas-e-budismo/
 

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Quando os mensageiros do Rei da Morte tiverem me capturado,
De que ajuda serão meus amigos e conhecidos?
Nesse momento, a virtude na vida é minha única defesa,
Mas isso é o que deixei de lado.

O Caminho do Bodisatva, 2 | 41
(Shantideva, Índia, séc. VII)


Quando o processo gradual da dissolução [da vida] se configurar, as alucinações produzidas pelo karma negativo irão tomar a forma dos terríveis mensageiros do Rei da Morte.

Eles vão capturá-lo e amarrá-lo pelo pescoço com um laço negro e, em tormento solitário, ele será espancado com marretas. De que ajuda serão seus conhecidos próximos, seus pais e sua família; de que ajuda serão seus amados amigos? Ninguém, ele diz, será capaz de protegê-lo.

Nesse momento, apenas o mérito derivado de ações positivas — se elas foram executadas e acumuladas — será de alguma ajuda. Essa é a melhor — na verdade, a única — proteção; e é exatamente isso, Shantideva lamenta, o que no passado ele negligenciou e deixou de lado.

Kunzang Pelden (Tibete, 1872-1943)
“The Nectar of Manjushri’s Speech”

http://darma.info/trechos/2010/10/protecao-das-acoes-positivas/
 

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O que é samsara


O Buda descreveu todos os fenômenos mundanos como tendo três características: impermanência, sofrimento e ausência de identidade. Sofremos porque imaginamos aquilo que não tem identidade (por si só) como tendo, aquilo que é impermanente como sendo permanente, e aquilo que de um ponto de vista final é dor como sendo prazer.

A existência com essas três características é chamada de “samsara”, que significa fluir continuamente, seguir em frente, de um momento para o próximo momento e de uma vida para a outra vida. Samsara não é o mundo externo real ou a própria vida, mas a maneira como os interpretamos.

Samsara é a vida como a vivemos sob a influência da ignorância, o mundo subjetivo que cada um de nós cria para si próprio. Este mundo contém bem e mal, alegria e dor, mas eles são relativos, não absolutos; podem ser definidos somente em relação uns aos outros, estão continuamente mudando para seus opostos.

Embora o samsara pareça algo todo-poderoso e abrangente, isso é criado pelo nosso próprio estado mental como um mundo de sonho, e pode ser dissolvido no nada, como o despertar de um sonho. Quando alguém desperta para a realidade, mesmo por um momento, o mundo não desaparece, mas é experimentado em sua verdadeira natureza: puro, brilhante, sagrado e indestrutível.

Francesca Fremantle, em “Vazio Luminoso


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Renunciar ao apego, não ao mundo


Como um seguidor de Sidarta [Buda], você não precisa imitar cada ação dele — não precisa fugir enquanto sua esposa está dormindo. Muitas pessoas pensam que o budismo é sinônimo de renúncia, deixar a casa, família e emprego para trás para seguir o caminho de um asceta.

Essa imagem de austeridade se deve em parte ao fato de que muitos budistas reverenciam os que mendigam, nos textos e ensinamentos budistas, assim como cristãos admiram São Francisco de Assis. Não podemos deixar de nos comover com a imagem de Buda andando descalço em Magadha com sua tigela de mendigar, ou Milarepa em sua caverna vivendo de sopa de urtigas. A serenidade de um simples monge birmanês aceitando esmolas cativa nossa imaginação.

Mas há também um tipo totalmente diferente de seguidor de Buda: o Rei Ashoka, por exemplo, que desceu de sua carruagem real, adornado com pérolas e ouro, e proclamou seu desejo de disseminar o Buda Dharma pelo mundo. Ele ajoelhou, pegou um punhado de areia, e jurou que construiria tantas estupas quanto havia grãos de areia em sua mão. E, de fato, cumpriu a promessa.

Então, a pessoa pode ser um rei, comerciante, prostituta, viciado ou presidente de empresa e ainda assim aceitar os quatro selos*. Fundamentalmente, não é o ato de deixar o mundo material para trás que budistas valorizam, mas a habilidade de ver o apego habitual a este mundo e a nós mesmos e renunciar ao apego.

Dzongsar Khyentse Rinpoche (1961 ~)
“What Makes You Not a Buddhist”
(O que faz você ser budista?)

* quatro selos:
Todas as coisas compostas são impermanentes
Todas as emoções são dolorosas
Todas as coisas não têm existência própria
O nirvana está além dos conceitos


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A única maneira de aliviar o nosso medo e ser feliz é reconhecer nosso medo e olhar profundamente para sua fonte.

A maioria de nós experimenta uma vida cheia de momentos maravilhosos e momentos difíceis. Mas para muitos de nós, mesmo quando estamos mais alegres, há medo por trás de nossa alegria. Tememos que este momento termine, que não conseguiremos o que precisamos, que perderemos o que amamos, ou que não estaremos seguros. Muitas vezes, nosso maior medo é saber que um dia os nossos corpos pararão de funcionar. Então, mesmo quando estamos rodeados de todas as condições para a felicidade, nossa alegria não está completa.

Pensamos que, para sermos mais felizes, devemos afastar ou ignorar o nosso medo. Não nos sentimos à vontade quando pensamos nas coisas que nos assustam, então negamos nosso medo. “Oh, não, não quero pensar nisso.” Tentamos ignorar o nosso medo, mas ele ainda está presente.

A única maneira de aliviar o nosso medo e ser feliz é reconhecer nosso medo e olhar profundamente para sua fonte. Em vez de tentar fugir do nosso medo, podemos convidá-lo até nossa consciência e olhar claramente e profundamente.

Estamos com medo de coisas fora de nós mesmos que não podemos controlar. Nos preocupamos em ficarmos doentes, com o envelhecimento e em perder as coisas que valorizamos mais. Tentamos segurar fortemente as coisas que nos interessam — as nossas posições, nossas propriedades, nossos entes queridos. Mas segurar firmemente não alivia nosso medo. Eventualmente, um dia, teremos que nós esquecer de todos eles. Nós não podemos levá-los conosco.

Podemos pensar que se ignorarmos nossos medos, eles vão embora. Mas se nós enterramos preocupações e ansiedades em nossa consciência, elas continuam a nos afetar e a nos trazer mais tristeza. Temos muito medo de ficar sem poder. Mas nós temos o poder de olhar profundamente para os nossos medos, e então o medo não poderá nos controlar.


Thich Nhat Hanh – “Medo” – Tradução Leonardo Dobbin



Destemor - Aliviando o medo com mindfulness | Tudo Positivo

Sangha Virtual - Thich Nhat Hanh - Brasil
 

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"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Buda
 

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Fenômenos não existem do seu próprio lado. Não há eu, meu nem outros fenômenos inerentemente existentes; todos os fenômenos existem como meras imputações. As coisas são imputadas às suas bases de imputação pelo pensamento. O que significa “base de imputação”? Por exemplo, as partes de um carro são a base de imputação para o carro. As partes de um carro não são o carro, mas não há carro exceto suas partes. O carro é imputado às suas partes pelo pensamento. Como? Ao perceber qualquer uma das partes do carro, naturalmente pensamos: “Isso é o carro”. Do mesmo modo, nosso corpo e mente não são o nosso eu, mas são a base de imputação para o nosso eu. O nosso eu é imputado ao nosso corpo ou à nossa mente pelo pensamento. Ao perceber nosso corpo ou nossa mente, naturalmente pensamos eu ou meu. Sem uma base de imputação, os fenômenos não podem existir; tudo depende da sua base de imputação.

Kelsang Gyatso - Mahamudra Tantra
 

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Novamente, Mahamati, o que significa não-dualidade? Significa que luz e sombra, grande e pequeno, preto e branco, são termos relativos, e não são independentes uns dos outros.

Assim como Nirvana e Samsara, todas as coisas são não-duais. Não há Nirvana exceto onde há Samsara; não há Samsara exceto onde há Nirvana; porque a condição da existência não tem caráter mutualmente exclusivo.

Assim, é dito que todas as coisas são não-duais, como Nirvana e Samsara. Por essa razão, Mahamati, você deve se disciplinar na realização da vacuidade, na natureza de não-nascimento, não-dualidade e não-eu.

Então, nesse momento, o Abençoado recitou esses dois versos:

137. Sempre ensinei a vacuidade que está além do eternalismo e do niilismo; o Samsara é como um sonho, uma visão, mas o karma não desaparece.

138. Espaço, Nirvana e as duas formas de cessação — assim o ignorante discrimina as coisas que não produzem efeito, mas o sábio se mantém acima de ser e não-ser.

Buda Shakyamuni (Índia, séc. VI a.C.)
Lankavatara Sutra, cap. 2 | XXVII

Não-dualidade | Trechos budistas | budismo, informações ...
 

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Se há carma, como a liberação é possível? | Lama Padma Samten


Transcrição de um trecho do ensinamento oferecido por Lama Padma Samten durante o retiro “Treinamento para iogues do cotidiano”, de 25 a 29 de maio 2016, no CEBB Caminho do Meio (Viamão, RS)

“Eu faço ações de um certo tipo e essas ações tem consequências. Essa noção da consequência da ação é muito interessante… durante um longo tempo nós vamos trabalhar nisso. Quem está no bloco zero vai trabalhar na consequência das ações. Ainda assim, dentro de uma perspectiva muito ampla, nós podemos ultrapassar a consequência das ações, porque os ensinamentos mais elevados tratam da liberdade natural, não da fixação. Mas, se eu proponho um tabuleiro de jogo, o valor de cada peça e a regra, e começo a me alegrar pelo resultado daquilo, as jogadas que eu fizer dentro do tabuleiro vão ter consequências sobre mim, entende? E vão ter consequência sobre o outro. Se eu não estou preso ao tabuleiro, eu não tenho aquilo, eu posso estar jogando, mas não estou preso.

De modo geral, todo mundo que joga e se alegra está preso dentro da perspectiva do jogo, então está submetido à regra do jogo, mesmo que não saiba. A pessoa está jogando, então ela vai sofrer e se alegrar correspondentemente. Nesse sentido é que o carma atua, ele atua por dentro das bolhas. Nesse sentido também que a liberação é possível. Porque, por exemplo, tem várias pessoas com quem o Buda se encontrou que fizeram muitas ações negativas — como Angulimala, que de repente encontra o Buda e dissolve as ações. “Mas pera aí, ele fez, precisa pagar!”. Não tem, isso é incrível! Na perspectiva budista, a pessoa não tem que pagar, o próprio Buda dava um jeito. A pessoa tinha uma transformação de mente, aquela necessidade de pagar o carma se extinguia, porque a pessoa não está mais dentro daquela bolha.

Mas como é isso? O carma não é dela? Não é. O carma é uma conexão que a gente estabelece. Na medida em que nós estamos presos naquele processo, nós vamos pagando aquilo. Se não estivermos mais presos no processo, não vamos precisar pagar. Quando estamos jogando dentro de uma perspectiva, estamos presos. Quando saímos daquela perspectiva, daquela bolha, a estrutura cármica correspondente também evapora. Essa é a razão misteriosa pela qual nós podemos atingir a liberação.

Está certo que na perspectiva do bloco zero nós temos identidades. As identidades são as proprietárias do carma. A pessoa tem aquilo, e até está correto, porque são identidades dentro de bolhas, mas de repente a pessoa está operando com outra identidade, num outro lugar. Na perspectiva do bloco dois, três e quatro, a pessoa não é as estruturas de fixação, ela é a liberdade na qual estruturas surgem, e ela pode se conectar ou se liberar dessas estruturas também. Essa é a razão pela qual a liberação é possível. Se não, chegaríamos à conclusão de que a liberação não é possível, que todos já aprontamos carmicamente tudo, e estamos todos devedores.

Então, na verdade, a pessoa rejeita suas contas porque ela se livra daquelas identidades, se afasta daquilo, não joga mais aquele jogo. Aquela estrutura não fica aderida a uma entidade que não é mais aquela identidade. Não tem mais uma entidade que se preserve além das identidades. Isso é um ponto crucial: o que se preserva além das identidades é a natureza do espaço luminoso, onde nós podemos surgir com diferentes características.”

Se há carma, como a liberação é possível? | Lama Padma Samten - CEBB
 

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Uma mulher pergunta para Thich Nhat Hanh:

– Qual o sentido da vida?
– Isto é filosofia, responde rindo Thay.
– Não, mas deve haver uma razão! Porque estamos aqui? perguntou novamente ela.

Thich Nhat Hanh respondeu:


“Esta é uma chance de descobrir o mistério da vida. Muito excitante! (risos) Você tem algo a descobrir, algo muito profundo, algo muito maravilhoso. Esta prática de olhar profundamente pode satisfazer sua curiosidade, e esta é uma razão para estar vivo – para descobrir você mesma, para descobrir o cosmos. Esta é uma alegria.

Você poderia focar sua questão em “como” e não ser capturada sempre no “porquê”. A vida é uma maravilha! Estamos aqui para experimentar as maravilhas da vida. Se você tiver plena atenção e concentração suficientes, poderá ter uma descoberta importante e penetrar na realidade da maravilha da vida.

A vida é uma manifestação prodigiosa. Não apenas a rosa é maravilhosa, não apenas as nuvens e o céu são um milagre, mas a lama e o sofrimento são também maravilhosos. Portanto desfrute entrar em contato com a vida; descubra o mistério da vida. E não gaste seu tempo perguntando questões metafísicas! (risos)”

fonte: Sangha Virtual - Thich Nhat Hanh - Brasil - Os sinos de plena consciência
 

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“Nós somos a natureza de buda olhando uns aos outros a partir de diferentes pontos” | Lama Padma Samten


A posição onde a pessoa está gera uma visão de mundo. Então o mundo não é pré-existente. Aí quando nós nos olhamos uns aos outros, nós vemos que cada um olha os outros a partir de um certo condicionante. Isso é muito interessante porque a gente pode também olhar assim: “nós somos a natureza de buda olhando uns aos outros a partir de diferentes pontos”. Eu acho essa visão super interessante porque aí nos olhamos uns aos outros com esse olho.

Por exemplo, a Inez está me olhando… Sou eu me olhando desde de um conjunto de referenciais que ela opera. E é melhor olhar assim mesmo, da forma mais próxima de como as coisas são.

Isso tem reflexos também no funcionamento social. Se nós vamos experimentando e amadurecendo essa visão, não se trata de pessoas competindo umas com as outras. As visões diferentes são muito úteis. Elas são a minha própria visão brotando de um outro lugar. Se eu quiser pensar de uma forma complexa, é melhor eu escutar todo mundo, pois todos estão oferecendo visões que brotam de pontos específicos. Elas permitem um amadurecimento muito mais rápido. Se eu tentar pensar sozinho, eu vou levar muito tempo.

O Buda descobriu um lugar sem conteúdo, livre da fixação às visões condicionadas. O Buda não é alguém. O Buda é a lucidez que brota do ponto sem condicionante. O Buda aponta a possibilidade de nós olharmos desde de um ponto livre de condicionantes que inicialmente vamos chamar de espaço.


"Nós somos a natureza de buda olhando uns aos outros a partir de diferentes pontos" | Lama Padma Samten - CEBB
 

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A vida é como entrar num barco que está para zarpar e afundar no mar.

SHUNRYU SUZUKI ROSHI
 

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Durante toda a nossa vida, tentamos cercar-nos de pessoas e coisas que nos fazem sentir confortáveis, seguros ou estimulados, mas ainda não encontramos felicidade pura e duradoura.

Geshe Kelsang Gyatso
 
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