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Aqui discutimos micologia amadora e enteogenia.

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Plínio de Arruda e a liberação das drogas.

Sim Druida, tudo que é muito melhor para todos está sempre envolto em névoas obscuras, debates intermináveis e baboseiras infinitas. Percebe que há uma grande máquina sustentando o "estado das coisas"? Uma cortina de confusão em forma de dados, teorias e pseudo-soluções?

A sociedade está asfixiada por uma fumaça negra de mentiras e até mesmo os dissidentes estão encobertos. A única luta que vale a pena é contra a mentira. Nenhuma postura política que tenha traços de qualquer coisa desse "estados das coisas" vale a pena. Tudo que está aí é contaminado.

Uma frase sempre retumba na minha cabeça quando penso na sociedade:
- QUEM GUARDARÁ OS GUARDIÕES?

Estamos nos afogando cada vez mais em nosso próprio vômito.

c'est la fin

pode crer brow
a nao ser q os guardiões sejam a liga da justiça em pessoa
seres 100% imaparciais e justos, oq existe, mas é raro e estão subjulgados pelos guardiões do dinheiro
 
Os donos do dinheiro logo cairão, Druidão.

ihihihih Mirador mirou essa que eu sei heim!

Muito bom, luto intensamente contra essa névoa.

Disse que pena de morte pelo estado é uma porcaria mas proibir um homem de matar outro homem também é porcaria.

Isso eu entendi, não compreendo o benefício de se permitir assassinato numa sociedade doente como a nossa. Se fosse numa onde as pessoas fossem conscientes, até entenderia.
 
vamos lá...

Pena de morte = solução usando a morte (interrupção de um processo que não temos condições de entender) tomada a posteriori.
Aborto = solução usando a morte (interrupção de um processo que não temos condições de entender) tomada a priori.

Vendo assim, qual das duas é pior? A morte do feto que imagina-se como um problema ou do assassino que realmente tornou-se um problema?

"Quem vive pela espada morrerá pela espada" . cada ato cria seus próprios fantasmas, cada assassino carrega seus próprios esqueletos atados por correntes...
 
Mas eu insisto, toda essa poética que vocês tem de proteger a vida não vale nada se você não cuida das vidas que estão sendo destruídas agora neste exato momento. "Sou contra mas não estou disposto a fazer nada." Isso pra mim é o mais fácil.

Não quero ofender ninguém mas ao me ver é uma Put4 hipocrisia se dizer a favor da vida e respeituoso aos fetos que virão, se todos eles vão ser cagados no mundo, não vão ter carinho e não vai ser vocês quem vão dar, assim como comida, dignidade, lar, educação, referência.

Autorizar o assassinato? Trata-se de consciência e ter noção do momento certo e das condições necessárias.

Ser a favor da vida mas pouco se importar com o que será da vida em si? Negligência... Conivência...

Ao meu ver essa situação na minha cabeça tem uma analogia:

Você está passando perto de uma ponte e vê um sujeito que quer se jogar e encerrar com a própria vida. Ele pula e cai no rio, logo se arrependendo começa a gritar e pedir a sua ajuda. Ao invés de deixar que o cara se afogue, você joga um pedaço de pau que talvez ele agarre e talvez ele consiga sobreviver e voltar para margem. Saindo assim satisfeito e feliz por ser um ser bondoso e proporcionar aquele 1% de chance do cara se salvar.

Esse argumento de respeito a vida na hora do vamo ver acaba ficando opaco.
 
Será que se no passado existe aborto, teriamos tanta violencia hoje? Isto é bom ou ruim? De forma rápida, diria que violencia é ruim.
Porém olhando num espectro maior, será que não é um aviso de que o modo de vida atual não está dando certo? Será que o aborto não seria a mesma forma cartesiana de lidar com os problemas?? No melhor estilo causa-efeito.
Quanto mais aborto, menos violencia no futuro. Mais segurança para a sociedade. SEGURANÇA???

Meu argumento contra o aborto é que nós temos é que buscar uma nova forma de organização, se para isto tiver que ocorrer muita morte, derivado de humanos 'sem condições humanas basicas', é a lei da natureza! Do caos emerge uma nova ordem. (contra o aborto e a favor da lei da natureza)

Abraço
 
Lysergic, ninguém tem que se responsabilizar pela sorte dos outros. A vida é de quem nasce. Simples.
Não existe um jeito certo de se viver, não acho que viver no meio da probreza com muitas dificuldades e tentações seja um jeito errado de se levar uma vida. Seu argumento se baseia numa premissa um tanto quanto duvidosa.

Estou começando a achar que você tem motivos obscuros na defesa da sua convicção. heheheh

Não tem poesia nenhuma no meu pensamento, é só lógica. E também o post anterior do Zigg é bastante racional, concordo totalmente com ele. Somos demasiado humanos para decidir a verdade de uma população.

Eu entendo o seu modo de pensar, mas - você vai se soltar vapor pelos ouvidos com o que vou dizer - lhe falta um pouco de sensibilidade com a vida. Isto, claro, é minha opinião parcial baseada em seus posts aqui. Tenho noção que isto é atirar pra cima.

Será que se no passado existe aborto, teriamos tanta violencia hoje? Isto é bom ou ruim? De forma rápida, diria que violencia é ruim.
Porém olhando num espectro maior, será que não é um aviso de que o modo de vida atual não está dando certo? Será que o aborto não seria a mesma forma cartesiana de lidar com os problemas?? No melhor estilo causa-efeito.
Quanto mais aborto, menos violencia no futuro. Mais segurança para a sociedade. SEGURANÇA???

Meu argumento contra o aborto é que nós temos é que buscar uma nova forma de organização, se para isto tiver que ocorrer muita morte, derivado de humanos 'sem condições humanas basicas', é a lei da natureza! Do caos emerge uma nova ordem. (contra o aborto e a favor da lei da natureza

Eis aí um ponto interessante. Vou pensar sobre, agora estou caindo de sono.
 
Soltar vapor que nada rapaz!

Eu não tenho nada pra te dizer de volta, você está certo dentro do seu espectro.

Expus aqui um ponto de vista e você colocou outro de maneira consistente.

Ainda não acho que liberar o aborto representa em um erro ou sequer uma continuação daquilo que sempre fizemos, visto que o que sempre fizemos foi proibir. (??)
 
legalize murder!!
zuera mas aborto ia ajudar nosso planeta demais poha
 
Sei que o assunto meio que morreu, mas eu achei esse texto muito interessante...
Info_MapaAborto2010_semleg.PNG

Tabu no Brasil, aborto é menos restrito na maioria dos países

Estamos em um país sul-americano colonizado por europeus católicos. Nação que sofreu com uma ditadura sangrenta e só anos depois, com a democracia já instaurada, assistiu aos generais responsáveis por dizimar a esquerda armada serem julgados e condenados. Em seguida, e não sem grande polêmica, seu Senado aprovou o casamento gay. Agora, a próxima pauta em discussão é a descriminalização do aborto.

O país colonizado a que se refere o parágrafo não é o Brasil. Diz respeito à Argentina. Nesse mesmo mês de outubro de 2010, enquanto nossos vizinhos iniciam um debate com chances reais de legalizar interrupções voluntárias de gravidez (IVG), assistimos aqui ao oposto, com a perseguição a quem defende tal posicionamento. Que o digam os candidatos à Presidência do Brasil José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), cujas campanhas buscam dissociá-los de qualquer ação pró-aborto. Afinal, qual a explicação para tamanha discrepância, em países tão próximos, geográfica e historicamente?

Status legal do aborto no mundo. Clique aqui para mais informações (em inglês). Veja as restrições legais ao aborto em cada país
Fonte: Center for Reproductive Rights (EUA), dados de 2009; na Espanha, a legislação foi alterada em 2010

"Durante os últimos anos, e devido principalmente ao trabalho incansável do movimento de mulheres, a opinião pública mudou", analisou a advogada argentina Susana Chiarotti, co-autora do livro Realidades y coyunturas del aborto - entre el derecho y la necesidad (Realidades e conjunturas do aborto - entre o direito e a necessidade, sem tradução para o português), que cita o Brasil como um exemplo de retrocesso.

O caso narrado é episódio em 2004, quando, durante quatro meses, foi possível realizar abortos de fetos anencéfalos, ou seja, que não tiveram a formação neurológica correta e não conseguiriam sobreviver fora do útero. A autorização foi possível graças a uma ação ajuizada naquele ano pela CNTS (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde), que alegou ofensa à dignidade humana da mãe, prevista no artigo 5º da Constituição Federal. Na ocasião, o STF (Supremo Tribunal Federal) brasileiro entendeu que era preciso antes validar o mérito do instrumento utilizado pela CNTS, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, o que ocorreu em 2005. Desde então, a ação aguarda julgamento do Supremo.

Se aprovar a descriminalização do aborto sem pressupostos, a Argentina se somará a outros 56 países do mundo que adotam essa prática – variável a depender do tempo limite de gestação para realizar a prática. Além deles, 37 nações admitem IVGs por motivos econômicos ou de saúde mental e mais 36 aceitam a interrupção para preservar a saúde física da mulher, de uma maneira mais ampla – grupo ao qual os argentinos já fazem parte, com destaque para a legislação da província de Buenos Aires.

No caso de Estados Unidos, México e Austrália, a legislação nacional dá ampla liberdade para o aborto, mas os estados da federação podem limitá-lo ou até mesmo proibi-lo. No total, são 93 Estados que, de forma menos restritiva, descriminalizaram o aborto, de acordo com os dados da associação Reproductive Rights. Algo em torno de 74,3% da população mundial.

Do outro lado dessa conta está o Brasil e outros 67 países que proíbem completamente a prática ou abrem uma exceção bastante limitada, como em caso de risco extremo para a vida da mãe e de estupro. Estes somam 25,7% dos habitantes do planeta, a maioria na África, América Latina e no mundo islâmico.

"Especialmente nos países da América Latina há uma influência muito forte do catolicismo Existe um movimento conservador em torno dos temas dos direitos reprodutivos e o Brasil não fica atrás. Temos uma bancada de parlamentares que se diz em defesa da vida, mas só estanca o debate e tenta retroceder naqueles pontos onde o aborto já foi aprovado, ou seja, em caso de estupro e risco de vida", afirmou Rosângela Dualib, da associação Católicas pelo Direito de Decidir, que atua na Europa e na América.

Novas perspectivas

Entre os que recentemente modificaram a legislação favoravelmente ao aborto está a Espanha. Desde fevereiro deste ano, o país, de forte tradição católica, mas laico, autoriza a interrupção da gravidez até a 14ª semana, sem qualquer restrição, e até a 22ª condicionada à risco à vida da gestante ou má formação fetal. A grande novidade, porém, ficou por conta da permissão de jovens entre 16 e 18 anos, consideradas menores de idade, a interromperem voluntariamente a gravidez sem consentimento dos pais. O ponto foi um dos mais ressaltados nos protestos contrários à aprovação da lei.

No vizinho e igualmente devoto Portugal, a alteração ocorreu há três anos, referendada por plebiscito popular em que a descriminalização do aborto obteve 59% de aprovação. A diferença para a Espanha ficou justamente na notificação parental de adolescentes, ainda obrigatória. Apenas entre 2008 e 2009, cerca de 39 mil abortos foram feitos legalmente no país.

A lei portuguesa se assemelha também a de outro país próximo onde o aborto já é uma realidade há quase cinco décadas: a França. Em ambos, há um tempo mínimo obrigatório para refletir sobre a decisão a partir do atendimento inicial dado à mulher pelo sistema público de saúde. Quem optar por interromper uma gravidez recebe apoio psicológico e social para lidar com a situação.

Associado a isso está a disseminação de políticas de planejamento familiar e prevenção de gravidez, que recebem bastante ênfase (e verbas) na Europa. De acordo com Anne Daguerre, pesquisadora associada da Sciences Po, em Paris, "a Holanda é o melhor exemplo de uma política empreendedora em matéria de educação sexual e acesso aos contraceptivos: 75% das holandesas de 15 a 44 anos utilizam algum método moderno para evitar a gravidez. Como consequência, a taxa de abortos no país é uma das mais reduzidas da Europa: oito em cada mil gestações. As IVGs são praticadas em clínicas especializadas, por médicos altamente qualificados. E o atendimento conta com a cobertura integral de uma empresa pública de seguros."

De fato, uma pesquisa feita em 2007 pela OMS (Organização Mundial da Saúde) demonstra que nos países onde o aborto é permitido por lei, o número de procedimentos tende a cair – com exceção de Cuba e do Vietnã, onde o acesso a métodos contraceptivos é bastante restrito. "A prática tem mostrado que, nos países onde o aborto é legalizado, há um crescimento inicial, pela demanda reprimida, e depois isso se estabiliza e há uma diminuição subsequente. Isso porque as mulheres que passaram por um aborto já saem dos sistemas de saúde com um método contraceptivo adequado, escolhido a partir das informações que recebeu nessas instituições", afirmou Rosângela Dualib.

Segundo ela, esses dados vão contra discurso propagado recentemente no Brasil, que tende a ver a interrupção voluntária da gravidez como uma forma de prevenção, e não de remediar uma situação indesejada. "Nenhuma mulher passa incólume física e psicologicamente por uma experiência dessas. Dizer que as mulheres vão eleger isso como método contraceptivo é uma falácia. A taxa tende a diminuir", completou.

Nos cálculos do SUS (Sistema Único de Saúde), cerca de um milhão de abortos inseguros são realizados anualmente no Brasil; uma em cada cinco mulheres já teria recorrido à prática ao menos uma vez em sua vida, sendo a maioria delas casada, com mais de 18 anos e identificada com alguma religião. Uma realidade que bate à porta de todos.

Fonte: http://operamundi.uol.com.br/reportagens_especiais_ver.php?idConteudo=6968
 
esse é o ponto!!!
valeu lili
os abortos vao ocorrer legalizados ou nao
a diferença é que legalizados a mãe tem mais segurança

da mesma forma q o baseado vai ser fumado legalizado ou nao
a diferença é a segurança do usuario
 
Mas é exatamente isso Druidão!

O caso do aborto e da legalização da maconha é quase a mesma coisa.
 
Não é melhor abrir um tópico para discutir o aborto, e deixar este para discutir as idéias do Plínio sobre liberação das drogas?
 
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