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Bons resultados com substrato Bulk

chocolatl_br

Esporo
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16/04/2020
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Olá pessoal

Eu não costumo postar nada pois até hoje não havia feito nada muito diferenciado. Porém tive uma boa experiência com um substrato bulk que experimentei com coisas que tenho em casa, então resolvi compartilhar.

Eu havia produzido bolo à base de vermiculita e arroz em um pote PP5, o qual colonizou muito bem, mas mostrou sinal de contaminação ao final do processo (uma pequena mancha escura, esqueci de tirar fotos dessa parte).

Como estava muito bem colonizado eu não quis descartar, e resolvi experimentar um substrato bulk. Como não tinha muitas esperanças devido à contaminação, eu não segui valores exatos, fazendo tudo no olho, com os seguintes ingredientes, baseado em receitas que encontrei por aí substituindo algumas coisas por alternativas que eu já possuía em casa.:

Húmus de minhoca
Carolina Soil (substrato inerte a base de turfa de esfagno e casca de arroz) - usado anteriormente em horta e com algumas raízes ainda presentes.
Vermiculita
Cálcio para jardinagem (devo ter usado umas duas colheres de sopa cheias)
Água (seguindo aquela regra de que poucas gotas deveriam cair ao se pressionar o substrato com as mãos)

Coloquei os ingredientes em um saco de PP5, desses de fazer assados no forno, e deixei em fogo baixo por cerca de uma hora.

Visando separar o possível "contaminador" de meus outros cultivos, preparei uma garrafa plástica de 5 litros de água mineral cortada ao meio com algumas "janelinhas" ao centro, conectados e protegidos por fita micropore.

Lá dentro, coloquei uma camada de substrato, o bolo despedaçado (com a devida parte do contaminante removida), e o restante do substrato por cima. O resultado foi o seguinte:

terrario.jpg

Entre a montagem do terrário e a frutficação foram cerca de 20 dias. Moro em região relativamente fria, o que pode ter levado ao tempo um pouco mais demorado. Outro fator importante é que em minha região a umidade é alta, portanto eu não preciso me preocupar muito em hidratar o ambiente de meus terrários, pois eles se mantém sempre com este aspecto molhado internamente de maneira automática.

Visando oxigenação, eu abria a tampa da garrafa por alguns instantes, algumas vezes ao dia.

O micélio se desenvolveu de maneira muito rizomórfica, e o primeiro flush gerou somente dois frutos, porém bem grandes, bonitos e carnosos:

terrario cima.jpg terrário aberto.jpg cogus1.jpg


Após o primeiro flush, hidratei com água da torneira previamente fervida e gelada por um período médio de uma tarde. O segundo flush demorou 9 dias para se desenvolver, e resultou em um número maior de frutos, porém com menor tamanho.

cogus2.jpg
Aqui são só alguns deles. Como colhi em partes, faltou a foto de alguns.

Hoje fiz o segundo dunk, e vou esperar para ver se consigo mais frutos. Não sei quantas gramas foram produzidas pois estou sem balança no momento.

Gostei do método pela simplicidade e pelos bons resultados:
- colonização bem rizomórfica
- estruturação simples e fácil
- utilização de forno ao invés de panela de pressão para produção do bulk (o bolo de arroz e vermiculita foi esterilizado na pressão, normalmente)

Lembrando que tudo que entrou em contato direto com o bolo foi previamente tratado com álcool 70, como a garrafa ou a faca utilizada para remover o contaminante.

Gostaria de comentários sobre possíveis melhorias nesse sistema, que irei tentar replicar nos próximos ciclos.

Abraços e bons cultivos à todos.
 
Última edição:

Hagane

Esporo
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29/06/2021
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Olá pessoal

Eu não costumo postar nada pois até hoje não havia feito nada muito diferenciado. Porém tive uma boa experiência com um substrato bulk que experimentei com coisas que tenho em casa, então resolvi compartilhar.

Eu havia produzido bolo à base de vermiculita e arroz em um pote PP5, o qual colonizou muito bem, mas mostrou sinal de contaminação ao final do processo (uma pequena mancha escura, esqueci de tirar fotos dessa parte).

Como estava muito bem colonizado eu não quis descartar, e resolvi experimentar um substrato bulk. Como não tinha muitas esperanças devido à contaminação, eu não segui valores exatos, fazendo tudo no olho, com os seguintes ingredientes, baseado em receitas que encontrei por aí substituindo algumas coisas por alternativas que eu já possuía em casa.:

Húmus de minhoca
Carolina Soil (substrato inerte a base de turfa de esfagno e casca de arroz) - usado anteriormente em horta e com algumas raízes ainda presentes.
Vermiculita
Cálcio para jardinagem (devo ter usado umas duas colheres de sopa cheias)
Água (seguindo aquela regra de que poucas gotas deveriam cair ao se pressionar o substrato com as mãos)

Coloquei os ingredientes em um saco de PP5, desses de fazer assados no forno, e deixei em fogo baixo por cerca de uma hora.

Visando separar o possível "contaminador" de meus outros cultivos, preparei uma garrafa plástica de 5 litros de água mineral cortada ao meio com algumas "janelinhas" ao centro, conectados e protegidos por fita micropore.

Lá dentro, coloquei uma camada de substrato, o bolo despedaçado (com a devida parte do contaminante removida), e o restante do substrato por cima. O resultado foi o seguinte:

View attachment 118873

Entre a montagem do terrário e a frutficação foram cerca de 20 dias. Moro em região relativamente fria, o que pode ter levado ao tempo um pouco mais demorado. Outro fator importante é que em minha região a umidade é alta, portanto eu não preciso me preocupar muito em hidratar o ambiente de meus terrários, pois eles se mantém sempre com este aspecto molhado internamente de maneira automática.

Visando oxigenação, eu abria a tampa da garrafa por alguns instantes, algumas vezes ao dia.

O micélio se desenvolveu de maneira muito rizomórfica, e o primeiro flush gerou somente dois frutos, porém bem grandes, bonitos e carnosos:

View attachment 118876 View attachment 118875 View attachment 118874


Após o primeiro flush, hidratei com água da torneira previamente fervida e gelada por um período médio de uma tarde. O segundo flush demorou 9 dias para se desenvolver, e resultou em um número maior de frutos, porém com menor tamanho.

View attachment 118877
Aqui são só alguns deles. Como colhi em partes, faltou a foto de alguns.

Hoje fiz o segundo dunk, e vou esperar para ver se consigo mais frutos. Não sei quantas gramas foram produzidas pois estou sem balança no momento.

Gostei do método pela simplicidade e pelos bons resultados:
- colonização bem rizomórfica
- estruturação simples e fácil
- utilização de forno ao invés de panela de pressão para produção do bulk (o bolo de arroz e vermiculita foi esterilizado na pressão, normalmente)

Lembrando que tudo que entrou em contato direto com o bolo foi previamente tratado com álcool 70, como a garrafa ou a faca utilizada para remover o contaminante.

Gostaria de comentários sobre possíveis melhorias nesse sistema, que irei tentar replicar nos próximos ciclos.

Abraços e bons cultivos à todos.
achei muito bonito o seu diario e o seu cultivo, porem e bem visivel a falta de biomassa das ondas de frutificaçao, principalmente na primeira.

qual e o intuito desse diário exatamente? qual a lição q vc quis passar pra frente?
 

Hagane

Esporo
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Olá pessoal

Eu não costumo postar nada pois até hoje não havia feito nada muito diferenciado. Porém tive uma boa experiência com um substrato bulk que experimentei com coisas que tenho em casa, então resolvi compartilhar.

Eu havia produzido bolo à base de vermiculita e arroz em um pote PP5, o qual colonizou muito bem, mas mostrou sinal de contaminação ao final do processo (uma pequena mancha escura, esqueci de tirar fotos dessa parte).

Como estava muito bem colonizado eu não quis descartar, e resolvi experimentar um substrato bulk. Como não tinha muitas esperanças devido à contaminação, eu não segui valores exatos, fazendo tudo no olho, com os seguintes ingredientes, baseado em receitas que encontrei por aí substituindo algumas coisas por alternativas que eu já possuía em casa.:

Húmus de minhoca
Carolina Soil (substrato inerte a base de turfa de esfagno e casca de arroz) - usado anteriormente em horta e com algumas raízes ainda presentes.
Vermiculita
Cálcio para jardinagem (devo ter usado umas duas colheres de sopa cheias)
Água (seguindo aquela regra de que poucas gotas deveriam cair ao se pressionar o substrato com as mãos)

Coloquei os ingredientes em um saco de PP5, desses de fazer assados no forno, e deixei em fogo baixo por cerca de uma hora.

Visando separar o possível "contaminador" de meus outros cultivos, preparei uma garrafa plástica de 5 litros de água mineral cortada ao meio com algumas "janelinhas" ao centro, conectados e protegidos por fita micropore.

Lá dentro, coloquei uma camada de substrato, o bolo despedaçado (com a devida parte do contaminante removida), e o restante do substrato por cima. O resultado foi o seguinte:

View attachment 118873

Entre a montagem do terrário e a frutficação foram cerca de 20 dias. Moro em região relativamente fria, o que pode ter levado ao tempo um pouco mais demorado. Outro fator importante é que em minha região a umidade é alta, portanto eu não preciso me preocupar muito em hidratar o ambiente de meus terrários, pois eles se mantém sempre com este aspecto molhado internamente de maneira automática.

Visando oxigenação, eu abria a tampa da garrafa por alguns instantes, algumas vezes ao dia.

O micélio se desenvolveu de maneira muito rizomórfica, e o primeiro flush gerou somente dois frutos, porém bem grandes, bonitos e carnosos:

View attachment 118876 View attachment 118875 View attachment 118874


Após o primeiro flush, hidratei com água da torneira previamente fervida e gelada por um período médio de uma tarde. O segundo flush demorou 9 dias para se desenvolver, e resultou em um número maior de frutos, porém com menor tamanho.

View attachment 118877
Aqui são só alguns deles. Como colhi em partes, faltou a foto de alguns.

Hoje fiz o segundo dunk, e vou esperar para ver se consigo mais frutos. Não sei quantas gramas foram produzidas pois estou sem balança no momento.

Gostei do método pela simplicidade e pelos bons resultados:
- colonização bem rizomórfica
- estruturação simples e fácil
- utilização de forno ao invés de panela de pressão para produção do bulk (o bolo de arroz e vermiculita foi esterilizado na pressão, normalmente)

Lembrando que tudo que entrou em contato direto com o bolo foi previamente tratado com álcool 70, como a garrafa ou a faca utilizada para remover o contaminante.

Gostaria de comentários sobre possíveis melhorias nesse sistema, que irei tentar replicar nos próximos ciclos.

Abraços e bons cultivos à todos.
realmente parece bem úmido pelas fotos do pote se ve algumas gotas nas laterais dele, mas talvez esteja tendo muita oxigenação e por conta disso poucos frutos, vi aqui no fórum o contrario ocorrer também muita oxigenação e poucos frutos porem mais "rachados".
 
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