Teonanacatl.org

Aqui discutimos micologia amadora e enteogenia.

Cadastre-se para virar um membro da comunidade! Após seu cadastro, você poderá participar deste site adicionando seus próprios tópicos e postagens.

  • Por favor, leia com atenção as Regras e o Termo de Responsabilidade do Fórum. Ambos lhe ajudarão a entender o que esperamos em termos de conduta no Fórum e também o posicionamento legal do mesmo.

Uma semana em Amsterdam

havaiano

Cogumelo maduro
Cadastrado
03/03/2006
15
67
40
Beléééza??

Bom... vou contar da semana mais enteógena da minha vida. =)

Vou quebrar esse tópico em vários posts, cada um relatando uma experiencia.

PARTE 1 - O MEXICANO.

Meus amigos e eu fizemos um mochilão pela europa. Lá pelas tantas, acabamos por pousar que nem uns loco em amsterdam.

Eramos todos droguinhas, todos usuários frequentes de maconha. Dali, apenas 2 já tinha experimentado cogumelos antes, e mesmo assim, apenas uma vez na vida. Eu ainda não tinha perdido o cabaço! =)

Chegamos, quem iria dropar o primeiro? Ninguem teve muita coragem, podia ficar louco, PRA SEMPRE!! 0.o Todos tinham um pouco de medo, até mesmo os mais experientes.

Ficamos nas ervas, skank, haxi, charas.

A noite, voltando pro hotel, eu estava até um pouco decepcionado. Estava com tanta vontade de experimentar um cogu, mas nós havíamos decidido para deixar proutro dia.

Chegando lá, 2 membros desgarrados do grupo já estavam no quarto fumando um purple haze e com um puta de um sorriso na cara.

"heheehe, mandamos uns cogumelos! Vão querer?"

Eles tinham comprado 4 caixas de psylocibe cubensis mexicano. Era o mais fraco dos cogus, recomendado para pessoas inexperientes.

Cada um comeu meia-caixa, ou seja, uns 6 cogumelos por pessoa.

Não resisti, era tarde, umas 20:00, mas mesmo assim mandei pra dentro com batata-frita.

Fiquei fumando com eles, e o cogumelo não batia. Logo em seguida, chegaram mais dois amigos que estavam em outro hotel e eles convenceram a gente a
ir até a liedsplein caminhando. A liedsplein é a praça mais famosa da cidade, onde tem o melhor cofeeshop e é onde tem uma lojinha que vende os melhores cogumelos do mundo.

Era meio longe, e eles queriam ir caminhando. dava pelo menos uma meia hora de caminhada, seguindo o trilho dos bondinhos.

Fomos caminhando, no caminho fumamos um skank chamado AK47, era uma metralhadora na cabeça!! =)

Já um pouco loucos, todos ainda sóbrios, ficamos na praça, na frente do cofeeshop, conversando com uns malucos da região.

De repente, as luzes começaram a ficar mais interessantes.

Começou bem devagarinho, as cores foram ficando quase que imperceptivelmente mais coloridas. Eu movia o rosto, e a luz fazia riscos no ar. Tudo que emitia luz, brilhava como estrelas.

Logo, eu estava bem alegre, já estava ciente que o cogumelo estava batendo. As minhas apreensões de que não ia bater logo se dissiparam e tudo era novidade.

Parecíamos todos crianças, se maravilhando com novas descobertas. "Nossa, olha aquele poste!!! Meu deus, que animal, é a coisa mais linda que eu já vi na minha vida."

Porém, estava ficando cada vez mais tarde, tudo estava fechando e tinham cada vez menos pessoas na rua.

Logo, começaram a surgir pessoas na praça. Elas ficavam andando de um lado para o outro como se fossem vultos. Logo, um amigo meu chegou e disse: "ta vendo aquele cara? ele não tem rosto!"

Era verdade!! Ele não tinha rosto! não tina nariz, olhos, boca. Era liso como uma táboa. Assustados, começamos a ficar com um pouco de medo. Talvez fosse melhor voltar para o hotel.

Porém, como haviam 2 que não estavam cogumelados, eles convenceram aos demais a continuar andando e ir para outro lugar.

Desde a minha primeira experiência eu comecei a me ligar nas inter-relações pessoais. Eu conseguia perceber o papel de cada um no grupo e na sociedade.

Adorava ver como as ações das pessoas eram previsíveis e quais eram suas reais intenções.

Logo, o grupo se transformou numa equipe. Todos sabiam quais eram os seus papeis, suas vantagens, seus pontos fracos e suas personalidades.

Iamos caminhando cogumelados, quando chegamos numa pracinha onde tinham varias pessoas deitadas.

Eu estava mais maravilhado com o chão, as estrelas, estava tudo lindo. Era noite, mas as cores e as luzes erão tão intensas que parecia dia. "Olha só!!! ta de dia!!! ta de dia!!! mas o céu ta preto, cade o sol?"

Um dos meus companheiros de viagem, começou a ficar triste e falava: "ele ta morto! ele ta morto!!"

Eu não conseguia entender, mas parecia que alguma tragédia tinha acontecido.

Eu olhava para os meus amigos, que estavam a uns 3 metros de distancia de mim, mas estavam pequenininhos e pareciam estar a uns 50 metros.

O que será que tinha acontecido? Meus amigos se moviam muito rápido, iam e voltavam, estavam meio agrupados, uma hora saia um, saiam dois, voltavam, eu não conseguia acompanhar.

foi quando aquele companheiro chegou perto de um mendigo dormindo no chão e acordou ele.

"Eu pensei que ele estava morto!!!"
"Desculpa... desculpa"

As tensões estavam aumentando.

Apesar de cogumelados, eu sentia que o juízo não tinha sido alterado. Eu sabia o que era certo e o que era errado. Algo me dizia que nós estavamos cometendo um sério erro, andando por uma cidade estranha, a noite, totalmente fora de si.

PEdi para um amigo que estava sóbrio para colocar todos nós dentro de um taxi.

Fomos caminhando até um ponto e no caminho viamos muitos vultos de um lado pro outro, alguns pareciam conhecidos e parece que eu vi diversas vezes o homem sem rosto, como se ele estivesse nos seguindo.

Eu estava bastante assustado. Ali no fundo, eu sabia que o cogumelo não era aquilo, mas eu tinha subestimado o seu poder e por isso deveria reverter a situação.

Fomo direto para o hotel, eu subi direto, sozinho, sai correndo do taxi.

Estava aflito, precisava ir para o quarto de qualquer jeito. As sensações iam ficando cada vez mais fortes, eu estava cada vez mais fora de si.

Chegando no andar, eu sai do elevador e abri uma porta que dava pro corredor.

Caminhei, meio que correndo e ia passando pelos quartos e o meu nunca chegava.

Eu sabia que aquele corredor só tinha uma porta, mas eu continuava andando, encontrava uma porta, abria ela e tinha mais um corredor. continuava, chegava em outra porta e mais um corredor. Aqueles corredores não existiam, como aquilo era possível?

Fiquei um bom tempo correndo de um lado pro outro, abrindo portas atrás de portas e de repente, uma das portas era o meu quarto.

Entrei, fechei a porta e me taquei pra dentro da coberta que nem uma menininha!! hehehe =)

A unica coisa que eu pensava era "caramba, vai dar tudo certo! vai dar tudo certo!"

Fiquei na cama, olhando pra parede e eu via que ela se mexia. Logo, a parede se transformou em milhares de crustáceos e criaturas do mar, que ia caminhando uma por cima das outras como se fosse uma grande orgia marítima. Era magnifíco, lindo, eu comecei a me sentir melhor.

Meus amigos chegaram, muito loucos, rindo até não poder mais.

Todos nos sentamos no quarto e começamos a fumar maconha.

Porém, eu não sabia mais que dia era.

Eu não sabia a quanto tempo estava louco, não sabia a quantos dias estava em amsterdam, não sabia quando eu devia voltar, não sabia os minutos.

Eu olhava pro relógio e era sempre um horário diferente.

Estava sem noção alguma do tempo. As vezes, o ponteiro do segundo demorava uma eternidade para andar um tiquinho.

"eu não tenho noção da realidade"

Eu começava a me repetir. Falava sem parar "eu não tenho noção da realidade"

"vai dar tudo bem?"
"nós fizemos alguma besteira?"
"eu to feliz... vai dar tudo bem.. não vai?"
"eu não tenho noção da realidade"

Tudo começava a se repetir.

As pessoas falavam alguma coisa, passava um tempo, e elas falavam a mesma coisa, do mesmo jeito. Tudo se repetia.

Foi ali que começaram minhas experiencias com o tempo e a remixagem do mundo. Eu sentia que o tempo era como um lp na vitrola. Eu podia ir e voltar, remixando. Dessa vez, foi bem fraco e eu não tinha muito controle sobre ele. Mas foi o suficiente pra me deixar extasiado com a descoberta.

Então, eu olhei para o teto e ele parecia ser feito de laicra. Eu conseguia ver dois amantes fazendo sexo por cima da laicra e o peso de seus corpos faziam um volume na laicra.

Era lindo, fiquei um bom tempo admirando a beleza do amor, quando um amigo saiu do banheiro e falou "SEIS JÁ OLHARAM PRO ESPELHO?"

eu não podia deixar de ver o espelho, sai correndo pro banheiro.

Era inacreditável, mas eu estava me vendo.

hehehehe

Mas não é que eu estava olhando o meu reflexo. era eu.

Eu sabia que aquilo não era a minha imagem, era uma pessoa, por trás de um vidro. Eu conseguia quase sentir o cheiro dela.

Fiquei um bom tempo olhando pra mim mesmo e então voltei pra cama.

Eu percebi que as experiencias começavam a cessar. Eu tinha momentos de 100% de lucidez e depois voltava a loucura, 100% de lucidez, voltava a loucura... com o tempo, os momentos de lucidez começaram a ficar mais frequentes e duravam mais, enquanto o inverso acontecia com o efeito do cogumelo.

Era uma pena, eu sentia que estava acabando e eu queria mais. queria descob rir aquela energia que só havia mostrado o seu lado lindo no finalzinho.

Amanhã, era dia de mais cogumelo.
 
Parte 2 - O EQUATORIANO.

Acordei feliz. Era sol e havia tido uma ótima experiência com cogumelos.

Todos nós decidimos ir cedinho na Leidsplein, comprar uma caixinha de cogumelos, comer e ir pro parque.

Dessa vez, não iríamos subestimar o cogu. Queríamos que fosse uma experiência agradável para todos.

Compramos cada um uma caixinha de psylocibe cubensis equatoriano. Ele era considerado 2 níveis mais forte que o mexicano que nós havíamos dropado na noite anterior. Em cada caixinha vinham uns 12 cogumelos.

Fomos para a praça, compramos coca-cola e comemos puro com goles pra ajudar a descer. (depois eu descobri que não podia tomar coca)

Depois de comer, fomos para uma praça enfrente ao museu do van gogh. Dois amigos ainda não haviam chegado e nós marcamos de nos encontrar lá antes de irmos ao famoso VON DEL PARK, um parque lindo e gigantesco no meio da cidade.

Ficamos esperando os nossos amigos chegarem, e nada acontecia.

Já tinha passado quase 1 hora e nada.

Estavamos todos um pouco aflitos, achamos que o cogumelo era falso, ou que talvez tivessemos consumido de forma errada.

Aos poucos, um ou outro começaram a manifestar algumas experiencias, mas comigo nada.

Passou um tempinho e os amigos chegaram, eles já haviam comido o cogumelo mas com eles também não acontecia nada.

O tempo passou, aos poucos todos começaram a ficar loucos. Eu ainda estava 100% sóbrio.

Malucos, cada um começou a se isolar um pouco, olhando pras coisas. eu sozinho, o único sóbrio, me sentia até um pouco excluido.

"Será que não vai bater em mim?"

"E se eu comer outra caixinha?"

"poxa... porque não bate?"

então, eu vi o chão respirar.

Eu via ele serpenteando, parecia que era a terra respirando. Mas não era nada muito forte, apenas uma leve ondulação. Eu estava um pouco decepcionado com o efeito. Olhava ao meu redor e tudo estava normal.

Comecei a rodar no mei próprio eixo, observando a região, procurando por algo.

Pro que vai acontecer mais tarde, eu preciso descrever mais detalhadamente a praça.

A praça, era retangular. No centro dela, em quase toda a sua extensão, tinha uma grande fonte retangular, com banquinhos ao redor dela e vários chafarizes pequenos.

Em volta da praça, em forma de "U", ocupando 3 lados dela, tinha várias casas. Todas elas compartiam suas paredes laterais com a casa ao lado. Eram todas iguais, mudando apenas a cor.

No lado que não tinha casas, era um grande campo, com varios campinhos de futebol. Tinha bastante gente jogando naquela manhã.

Eu comecei a rodar, olhando a paisagem. então, na minha cabeça eu começava a falar o que eu via.

Casa, casa, casa, futebol, casa, casa, casa, futebol, casa, casa, casa, futebol.

enquanto ia girando, ia reparando em outras coisas...

casa, fonte, pessoas, casa, casa, futebol, casa, fonte, pessoas, casa, casa, futebol...

eu girava e ia sempre observando as mesmas coisas.

casa, fonte, pessoas, vendinha, casa, chafariz, futebol, casa, fonte, pessoas, vendinha, casa, chafariz, futebol, fonte...


Eu comecei a ficar impressionado.

"Nossa, esses holandeses são um povo muito matemático.. olha só.. tudo aqui é simétrico"

eu comecei a reparar na simetria, as casas eram iguais, seus tamnhos erão iguais, os chafarizes estavam posicionados de forma simétrica, tudo era uma forma geométrica.

eu continua girando em torno de mim mesmo..

casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa...

...

todos os lados da praça eram casas.

O campo de futebol havia desaparecido. Só tinham casas, todas simétricas, tudo igual, casa, casa, casa, casa.

eu não conseguia parar de rodar, continuava girando no mesmo eixo, olhando as casas, minha boca começou a abrir, ficou gigante e o meu queixo estava meio que se "derretendo" e girava, puxando o meu corpo na mesma direção, me fazendo girar. Por mais que eu quisesse parar, o meu queixo continuava me puxando.

eu estava maravilhado.

na minha cabeça eu continuava repitindo, casa, casa, casa, casa, casa, casa, sempre no mesmo ritmo. mas aos poucos outros sons começaram a aparecer, sempre em sincroniar com o rítmo e a melodia.

casa, casa, casa, quero tomar sorvete, casa, casa, casa, quero tomar sorvete, casa, casa, casa, quero tomar sorvete...

Eram buzinas, falas, passos, passarinhos, futebol.. todos juntos numa grande música, enquanto eu girava sem parar.

casa, casa, quero tomar sorvete, toc toc, bléééée, au au, oh my god, casa, casa, casa, quero tomar sorvete, toc toc, bléééé, au au, oh my god, casa, casa, casa, quero tomar sorvete, toc toc, bléééé, auau, oh my god, casa, casa...

Era um clip de música eletronica.

Bem louco, girando, escutando a música das ruas, eu comecei a olhar de canto de olho os meus amigos.

eles estavam bem pequenininhos, a muitos quilometros de distância, mas eu sabia que eles estavam perto.

Um deles, percebendo que eu estava bem louco, começou a vir na minha direção, a cada passo parecia que ele se aproximava quilometros e ficava consideravelmente maior, até chegar ao meu lado, onde ficou do tamanho natural.

"hahahaha, eu não consigo parar de rodar, é tudo igual, é tudo igual"

ele me segurou, eu parei de rodar. Olhei para o céu, e ele estava roxo, as núvens eram carpas japonesas negras desenhadas com tribais, nadando.

Era inacreditável, os sons continuavam a se repetir na minha cabeça, eu estava feliz.

Resolvemos sair de lá e ir até o Von del Park.

Logo, surgiu um novo sentimento de equipe, igual ao da noite passada. Parecia que nós estavamos no video game e eramos um grupinho de crianças que precisava superar desafios para ganhar o prêmio, que era o parque.

A fase praça van gogh havia acabado e estavamos entrando numa fase muito mais difícil e perigosa. A fase das ruas.

Tinhamos que caminhar umas 4 quadras nas ruas de amsterdam até chegar aonde queríamos, atravessar ruas, tomar cuidado com carros, pessoas e até bondinhos.

Juntos, sabíamos que não iríamos fracassar.

Eu ainda estava com os barulhos se repetindo, as coisas se repetiam sem parar, meus amigos falavam as mesmas frases do mesmo jeito em intervalos identicos.

Eu não sabia se eles realmente falavam aquilo ou se era alucinação.

Caminhando pela rua, meio que saltitando de felicidade, ia prestando atenção em todos os ruidos, eu sabia de tudo o que acontecia ao meu redor e tudo se repetia.

Logo, eu descobri que não eram as coisas que se repetiam, eu que estava voltando no tempo.

Com a descoberta, eu ganhei o poder de voltar instantes no passado.

Ia caminhando pelas ruas, dava dois passos pra frente, voltalva um passo no passado, dava dois passos pra frente, voltava um passo no passado. Era como se estivesse remixando o mundo.

Eu conseguia controlar os intervalos de presente com a volta pro passado.

Era como se eu andasse dois passo pra frente, um pra trás, dois pra frente, um pra trás.

Tudo a minha volta voltava pra trás tambem.

Os carros pareciam indecisos, como se não soubessem se iam pra frente ou de marca ré.

Estava no auge da loucura, atravessamos as ruas com muito cuidado e fomos passando pelos desafios.

Então, chegamos no chefe da fase. Era um cruzamento de bondinhos.

Nós olhavamos para os bondinhos, eles estavam parados, mas sabíamos que logo que começassemos a atravessar eles viriam correndo na nossa direção.

Não deu outra, demos o primeiro passo e um deles começou a acelarar.

Então, demos uma corridinha, conseguimos atravessar, mas foi muito perigoso. Estavamos contentes de ter superado aquele desafio.

Chegamos no parque e logo estavamos todos muito felizes!!!

Ficamos cada um no seu canto, olhando arvores, passarinhos, lagos, pessoas, estavamos admirando um mundo novo.

O que mais me chamava a atenção é que tudo era hiper-real. eu olhava pra uma arvore e conseguia ver ela como se fosse num joguinho de vide-game em 3D.

Ela estava perfeita, eu via cada poro dela com perfeição, conseguia ver o foco de luz do sol chegando nela, passando por entre suas folhas e iluminando a grama no chão. Era a coisa mais linda que eu tinha visto na minha vida. Ela era uma entidade, viva, respirava, pulsava e estava a séculos naquela posição, imóvel, somente existindo.

Eu olhava pras arvores e conseguia sentir a personalidade de cada uma.

Eu sabia quem ela era, o que ela queria, quais eram os seus medos, seus sentimentos, quais arvores eram amigas dela, quais não eram, quais eram da sua família, seus avós, sua namorada, seus filhos...

Foi então que chegamos num lago, que era rodeado por arvores muito grandes.

Lá, todos nós sentimos a mesma energia.

Parecia que aquele lago era um lugar sagrado e que cada uma daquelas arvores, cada uma de espécie diferente, era um ancião da natureza e elas estavam conversando a milênios.

Se nós abrissimos bem os ouvidos, conseguíamos escutar os rangidos que eram as suas palavras.

Ficamos acompanhando por horas a conversa delas, não conseguimos sair de lá até o final do efeito.

Aquele dia, eu tive a experiencia mais marcante de cogumelo que tive e que iria ter até hoje. Nunca senti nada igual como aquela sensação de voltar no tempo.

Bom.. ainda estava por vir o havaiano.
 
só quem vive na loucura ,consegue entender o que vc falou .. cara que tripp..
distorçao de tempo espaço eh coisa de jedi jáh... auwehuawehawuh
os cogus te deram essas dadivas.. somente porque vc mereceu-as.. set - setting perfeito(fora andar que nem loucos no transito)... e a locura coordenaada, como uma rede micelial.. que maravilha
 
Realmente o setting contribuiu de forma importantíssima na nossa experiência.

Dessa aventura, e ainda tem mais por contar, eu tirei duas coisas.

Planeje com antecedencia sua experiencia. Não espere ficar loucão para ver aonde vai, saiba aonde vai estar e como irá voltar para um lugar seguro após os efeitos do cogumelo. Como eu pude experimentar, ao final da experiencia, você começa a ter momentos de lucidez intercalados com de loucura, o que faz com que seja difícil saber quando realmente acabou.

A outra, saiba com quem vai estar. Na minha opnião, cogumelos são para serem consumidos em grupos. Assim como na antiguidade, quando eram consumidos em rituais sagrados.

Ter amigos para compartilhar a experiencia é algo fantástico, mais seguro e ainda garante umas boas risadas!
 
que massa que encontrei esta experiencia aqui no fundo....

Já tive a mesma pira de controlar o tempo, ir e voltar, mas em um espaço de tempo maior, horas quem sabe.... tipo a hora de vc estar dormindo já, derrepente vc está devolta em volta da fogueira no começo da trip, derrepeite vc tá doidão no auge dela.... ai vc volta a dormir, e denovo vc tá em outro momento da trip q na realidade de tempo real nao aconteceu ainda

.... cara é uma confusão hahahaha.
 
Caraca sempre lembro dessa Trip mesmo tendo lido a mais de 10 anos muito louca
 
Back
Top