O Rosto de Jesus (31ª exp)

ExPoro

Psiconauta Apaixonado. Enteogenista Floyd-Gospel.
Membro Ativo
Sento-me agora perante o computador após chegar do trabalho. O almoço será servido em breve, mas antes paro pra degustar uma cerveja puro malte, da mesma marca que tomei há três dias atrás a partir da quarta hora da última experiência que tive. Esta foi no dia 18/07/2016, e como sempre com um chá que preparei com cogumelos de meus cultivos na dosagem total de 21 gramas frescas.

No caso, este chá foi preparado e armazenado na geladeira numa garrafinha pet de 250 ml e esta dentro de um pote totalmente opaco daqueles de batatas assadas, a fim de evitar qualquer contato com luminosidade. Em comparação com as duas últimas experiências (Variação na Trilha Sonora), pude notar uma clara influência na conservação das propriedades principalmente dos outros alcaloides dos cogumelos frescos que não são a psilocibina - os quais me causam pulsações de luz branca no começo do pico e em minha maior dosagem até esta data já me levaram a ser Arrebatado pela Luz. :apontar: Em suma: ao conservar na geladeira por uma semana ou mais, não basta que o recipiente seja fosco, tem que ser opaco, ou se perdem elementos psicoativos com a luminosidade incidente ao abrir a geladeira. Não houve uma diferença apenas na potência da onda em relação às duas experiências anteriores - estas realizadas com chá que ficou em recipiente fosco na geladeira - mas também na qualidade dela devido à conservação destes outros alcaloides.

Dito isto, pra minha felicidade consegui uma janela na minha vida em que encaixei a possibilidade de fazer esta trip. Resolvi inovar um pouco e coloquei primeiramente Ummagumma do Pink Floyd desde antes de tomar o chá. Tinha eu ainda de preparar o gengibre que não tinha adicionado quando fiz o bendito. Em suma, resolvi separar o chá em dois momentos. Tomei a primeira metade dele às 17:31 h e a segunda metade às 17:46 h numa experimentação sobre o que daria de diferença numa duração dos efeitos, baseado em algo que o insigne @Ecuador disse no chat aqui do CM certa vez, sobre quando a dosagem é alta ser mais fácil a mente acompanhar os efeitos quando se divide o chá, com a ressalva da nobre @Malahov de que isso ainda alongaria os efeitos. Neste meio tempo, terminei e tomei o gengibre :eca: e tomei banho. Após a segunda metade do chá, me deitei e aguardei pela chegada da força com as luzes apagadas.

Edit: tomar o chá em duas fases foi interessante, pois os efeitos vieram de uma forma mais apta à minha mente acompanhar, mesmo com dosagem mediana, e tenho a impressão de que duraram de forma mais consistente no tempo.

A última experiência tinha sido há 3 semanas atrás exatamente, uma semana a mais do meu planejado para a realização da minha enteogenia psilocibina. E estava definitivamente precisando mergulhar novamente na espiritualidade, isso com certeza, e nos recantos da minha mente, isso quem sabe. Além disso, vou reiniciar a escalada de dosagens em direção a experiências mais profundas.

A Fase Litúrgica

Bem, na altura em que chegou Meddle na lista de músicas eu já estava bem alterado e com luz branca piscando no total da minha visão como se fossem estrobos. Apenas a chegada de Echoes e sua sonoridade era o que faltava pra iniciar toda o lado "macumbístico" de minha atual religião. Antes dela já estava eu na tradicional posição agachado sobre a cama com a cabeça no colchão, como se fosse um muçulmano rezando - é a posição a que sou levado pelo cogumelo quando começam os efeitos espirituais para não me sentir tão mal e também funciona como uma forma de concentração mental. Baseado nas experiências anteriores, após o término da fase "sombria" de Echoes eu sabia que retornaria mais tranquilo para os trabalhos espirituais.

Pude notar nesta experiência um cão infernal junto a mim na hora em que terminava a parte sombria de Echoes. Ele funcionava literalmente como que espantando na direção certo espíritos que queriam se dirigir a outro lugar. Rosnei e passei a pata na cama com veemência pra cima. Relembrei então que este cão do Inferno era um pedaço da minha própria alma - a qual já tinha visto em outra situação onde notei que o meu eu em certo nível é composto pela união entre um cão demoníaco com uma corrente de aço amarrada no pescoço e acorrentado a um senhor de meia-idade com aspecto divino também acorrentado a ele, sendo eu o conjunto da mescla dos dois - mas sem com eles me confundir! :huh: Foi a primeira vez que este meu pedaço cão apareceu numa viagem de cogumelos, e retornou em outro momento.

Ao fim de Meddle chegou Dark Side of The Moon, sem grandes inovações. Na metade pra frente deste último, já conseguia mudar de posição na cama e aliviar minha coluna de ficar daquele jeito por tanto tempo. Daí se iniciaram cadeias de pensamentos sobre mim e a minha vida em uma velocidade tão grande - permanecendo assim até o meio do álbum seguinte - que eu mal acreditei no tanto de coisa que se passou em minha mente - esta sem problemas pra acompanhar - em um período tão curto de tempo. O que foi uma hora no relógio, pra mim foram três horas nos pensamentos. Foi uma fase de muita auto-crítica e reflexão, onde consegui elaborar alguns nós que queria trabalhar.

Finalmente chegou o álbum Animals na lista. Fiquei surpreso como o tema do álbum coincidiu com as coisas que eu estava pensando naquele instante. Veio a música Dogs que me fez refletir sobre o comportamento humano ocasionado por fatores externos, e então chegou Pigs (Three Different Ones) que me fez notar como os cachorros de Dogs são criados pelos Pigs e sua avareza por dinheiro e poder. Neste momento a cigana que trabalha muito comigo desde que a deixei vir no Jardim de Infância do Inferno começou a acumular energia com a minha mão esquerda. Eu lhe disse: "que isso, Cigana, você sempre usa a outra mão, por que essa dessa vez? Avareza nem é meu defeito e estou sentindo toda essa energia ruim acumulando dentro de mim", e continuei tagarelando até que quando atrapalhei os movimentos dela com as mãos me deu uma puta de uma pontada dolorida no pé que era pra eu parar de atrapalhar: "porra, tá, eu paro." :eek:lhoroxo::LOL:

Até que ela ergueu a minha mão direita e começou a dispersar a energia. Francamente não entendo exatamente o que ela tava fazendo, mas me disse algo bem claramente: "quem quer te derrubar tá envolvido com poder político, meu filho".

Finalizado Animals fui pro computador e verifiquei que tinham se passado pouco mais de duas horas que pra mim tinham sido bem mais. Sentei no computador e, após um esforço pra mudar o cenário (setting), coloquei finalmente minhas músicas católicas e evangélicas com temáticas e melodias positivas. Nossa! Novamente meu coração se encheu de luz. Era a segunda metade do pico, ou o começo do fim deste, e aderi definitivamente a estas músicas agora em meu ritual. Cantava de coração. Em especial desta vez achei perfeita a música Ressuscita-me de Aline Barros - apesar de eu não acreditar em ressurreição, o significa é simbólico. Enfim, que letra e em especial que sonoridade crescente indescritível! Pude sentir que se Deus pudesse escolher hinos a serem cantados por anjos (não, não acredito que haja Céu propriamente nem que seja assim!, mas...), seriam assim, felizes, pra cima. Fiquei até com pena de tirar quando terminou, mas prossegui e consegui um efeito legal de redução da intensidade até finalizar a parte religiosa da experiência com Amar como Jesus amou.

Apesar das músicas tipicamente religiosas não terem um efeito tão pronunciado enteogênico como Pink Floyd que adoto como hino da minha liturgia na sintonização com o mundo espiritual e com os recantos do subconsciente, essa segunda fase que estabeleci de hinos e músicas faz um trabalho próprio de conexão com a divindade que começa a aproximar minha religião das experiências mais típicas de religiões de sacramentos enteogênicos de Ayahuasca, nos locais deste em que se cantam muitos hinos. Poder cantar e refletir é muito bom e profundo - além de renovador de uma forma que Pink Floyd por seu termo não consegue ser em certo sentido. Só me irrita quando os cantores falam no meio, que atrapalha de ouvir a música em si.

Bem, mas o que tem a ver a face de Jesus com isso tudo? Acontece que minha esposa chegou mais cedo em casa do que o previsto, então resolvi terminar a fase religiosa da experiência com mais algumas músicas. Na última, já citada acima, resolvi virar pros meus guias e pedir pra que me mostrassem mentalmente como era o rosto de Jesus de verdade - porque vi uma ridícula versão dele loiro com olhos azuis e sorriso de galã. :facepalm: Pra minha surpresa, tive uma visão bem límpida de como ele seria, e é uma pena que eu mal saiba desenhar um círculo. Mas a descrição seria a seguinte: rosto de muçulmano lembrando algo de indiano por ser bem arredondado, pele grossa pelo sol e bem morena, cabelo bem curto e um tipo de barba também curta que lembra um cavanhaque curto mas com uma tênue e ao mesmo tempo densa linha de pelos na bochecha; por fim, não sorria mas tinha um semblante que transmitia paz e empatia verdadeiras. E esta visão foi o que determinou classificar esta experiência como mística. Nem preciso falar como fiquei feliz com essa revelação! :feliz:

A Hora do Relaxamento

Bem, finalizada a última canção ainda antes das 4 horas desde a dosagem, fui pra parte de ouvir músicas e tocar violão e gaita - enfim, fui curtir um pouco. Nesta hora, minha esposa até me serviu um refrigerante, mas estava intragável. Era muito ruim sentir os corantes e todas as coisas artificiais ali dentro. O que fiz? Lembrei da cerveja na geladeira, puro malte, e abri. De início, o olfato antes de tomar, maravilhoso. E depois a degustação, também excelente. E aqui é mais uma percepção que tive, de como as cervejas são de longe muito - mas muito - mais saudáveis que os refrigerantes, isso aplicável apenas às de puro malte que só possuem elementos naturais: malte, lúpulo e água. A diferença é tão grande que refrigerantes são intragáveis quando os efeitos ainda estão pronunciados, enquanto a cerveja - fruto também de um fungo - era gostosa, em especial por não ter químicos nela.

E daí fui tocando Unpluged do Eric Clapton. Um gole aqui da cerva, outro ali, muito violão e alguma gaita. Mas devo confessar no entanto que a cerveja me deu dor de cabeça desde o primeiro gole! Mas tava boa! :contente: Além disso, a influência do álcool me levou a alguns pensamentos de raiva depois durante o banho devido a alguns eventos do dia, que demorei pra elaborar e entender - o que finalizou numa conversa com minha esposa sobre o que me afligia. Ao fim desta conversa, terminavam as 6 horas dos efeitos e fomos ver algum seriado.

Confesso que inicialmente me preocupei de que o álcool da cerveja fosse prejudicar o efeito limpante da psilocibina, mas não ocorreu isso. No dia seguinte estava tranquilo e me sentindo muito bem.

Em relação a suceder um momento de descontração e prazer logo após o fim do rito, não consigo ver nisso qualquer problema. Apenas um ascetismo exacerbado e fora da realidade pode realmente implicar com tal conduta - e caracteriza muito mais um problema do crítico consigo mesmo do que qualquer erro meu no caso dos ascetas, e hipocrisia nos demais casos. Minha religião não condena o prazer terreno pois isto não gera karma eis que a vida existe para ser vivida, mas apenas o abuso deve ser combatido. Além do que, muita gente não sai da Igreja no domingo e vai tomar um chopp? No Natal, festa (hipocritamente tida como) religiosa o mundo quase inteiro não enche a cara? E por fim, Jesus botou os apóstolos pra beber vinho e encher a cara na festa de comemoração da Nova Aliança - por mais que os pastores evangélicos, em franco abuso da ignorância de seus fiéis, teimem em mentir a estes que não havia vinho na época de Jesus... :facewall:

Então é isso. Por enquanto minhas experiências tradicionais com vistas enteogênicas têm tomado esta tonalidade: Pink Floyd no pico, gospel no fim do pico e começo da descida, fechamento do rito e então curtir o fim dos efeitos e seu lado prazeroso, em especial com músicas.

Conclusões

Por fim, agradeço também à limpeza que tive com os cogumelos durante a maré de pensamentos ao som de Pink Floyd que me fizeram rever alguns erros e pude corrigir e me acertar melhor com a minha esposa, resolvendo uma crise que vinha se arrastando nas últimas semanas. :love:

Também observei que as músicas gospel tendem a produzir um forte poder de auto-crítica e até medo de sentir culpa em relação a condutas injustas (que no entanto não eram injustas) com quem está à volta, algo que senti em exagero nas primeiras músicas no sentido de super-preocupar-me em não errar com o próximo a ponto de quase ignorar a culpa exclusiva do outro em se prejudicar me impossibilitando de ser justo, e que depois pude regular à realidade e ser mais razoável. Acho que aflorou naquele momento um resquício da minha religiosidade católica da adolescência, que era sempre pautada pela culpa, palavra que basicamente define a coerção moral católica em especial. Hoje em dia, por outro lado, não sinto mais culpa de nada. Tem mais de um ano que desconheço esse sentimento, inclusive. O que sinto perante um erro meu é apenas responsabilidade e daí força pra mudar se possível; e, no máximo, contrição, que é o direito de chorar pelos erros, apesar de não sentir culpa, pra poder lavar a alma.

Com isso, creio que não haverá mais essa tendência nas próximas experiências com música gospel, pois compreendi mais um âmbito de exagero sob psicodelia.

É por isso que digo: pense tudo na experiência, mas não haja. Espere voltar à consciência normal e então reavalie o que pensou, ficando apenas com o que realmente for útil - ao que chamo de Princípio da Não-ação sob Psicodelia. A enteogenia dá vazão a muitos pensamentos que estão lá, mas que não são verdadeiros necessariamente, os quais no entanto precisam ter essa vazão para que a consciência consiga então elaborar definitivamente e superar. Não acredite em tudo que pensar durante a trip, em especial o que for perturbador - e isso em especial com os cogumelos.
 
Última edição:

ExPoro

Psiconauta Apaixonado. Enteogenista Floyd-Gospel.
Membro Ativo
Agora ouvindo um pouco de músicas católicas e evangélicas, venho relatar um detalhe do começo desta trip que até hoje não falei, mas tem vários meses que queria acrescentar.

No comecinho dela, logo após a dosagem e começo dos efeitos, ao deitar na cama e fechar os olhos, eu vi várias entidades bem grandes de homens e mulheres de branco com energias límpidas que me olhavam de cima, alinhados à minha direita e à minha esquerda. Me viam como a um recém-nascido num berço, com as cabeças inclinadas pra baixo em minha direção. Essas entidades sorriam docemente para mim, felizes pelo caminho que eu estava tomando. Acredito que nesta revelação as entidades se referiam em seus olhares amorosos à maior religiosidade que a enteogenia com os cogumelos vêm tomando, e que aprovavam a construção de um sistema "religioso" de essência cristã (amor ao próximo sem acessórios moralistas que criam desamor) experiência após experiência, ou pelo menos a tentativa de elevação da minha alma nesta vida.

Havia algo de aprovação, algo de "você tá mesmo fazendo isso, era o que esperávamos, agente sabia que você conseguiria", ou apenas uma feliz aprovação pelo bom caminho que eu seguia, mas sem sentir neles dúvidas de que eu faria isso. :cry: Agora eles podiam se mostrar. E foi a experiência em que me foi revelado como era face de Jesus em vida.

Na época eu estava me dispondo a tomar cogumelos de 15 em 15 dias, como prática religiosa constante - e esta foi a última experiência antes de eu ser interrompido neste ritmo por questões externas, e que ainda não retomei quase 1 ano depois. E sinto que aqueles sorrisos doces e confortadores me diziam que era o caminho certo, que eu estava cumprindo algo maior que eu, ou a vontade de Deus, conforme o sinto e entendo, e cuja vontade sempre peço para eu cumprir.

E agora a música "Ressuscita-me" (citada no relato) toca de novo. Me emociono. Como um colega que me viu ouvindo disse: "a cantora se foca em louvar e glorificar a Deus, são músicas muito bonitas mesmo". E esta música leva quem se deixa levar à proximidade do êxtase a partir do som.

Enfim, espero em breve poder retomar a caminhada que comecei a seguir ano passado.

Foco no que é bom.
 

Odercnat

Hifa
Membro Ativo
na próxima experiencia que tiver pede uma resposta a Jesus sobre a Bíblia e de coração aberto, sem amarrações e conceitos preestabelecidos, e verá a realidade da Bíblia, em questão o novo testamento, a Vida de Jesus na terra foi e é o caminho pra vida eterna.
Tive minha Experiência no final do ano passado e depois de tudo que aconteceu minha vida mudou 100%, todo o vazio que pensava não existir (mais existia e não sabia) foi preenchido e depois de 3 meses ainda está tudo vivo, tudo que senti naquele dia ainda sinto mesmo sem psicodélico algum.

Você está confuso? Você parece nunca encontrar um caminho ou um propósito na vida? Você tem a sensação de que alguém apagou as luzes e que você não consegue encontrar o interruptor? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus proclamou: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8:12).

Você algumas vezes se sente como se estivesse trancado do lado de fora da vida? Você já tentou tantas portas, apenas para descobrir que o que havia atrás delas é vazio e sem sentido? Você está procurando por uma entrada para uma vida de realizações? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus declarou: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” (João 10:9).

Você imagina o que acontece depois desta vida? Você está cansado de viver a sua vida apenas por coisas que apodrecem ou enferrujam? Você algumas vezes duvida que esta vida tenha algum significado? Você quer viver após a sua morte? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente (João 11:25-26).
 

morpheu

Primórdia
Membro Ativo
/\ É por essas e outras que cada vez eu tenho mais certeza que as pessoas usam psicodélicos apenas para se distrair e enganar ainda mais.

Essa idolatria a Jesus é produto da sua irresponsabilidade. Como a gente odeia assumir a responsabilidade pela nossa própria vida, pelo nosso próprio sofrimento e felicidade, a gente joga a responsabilidade pela nossa "salvação" para qualquer outra coisa, para uma religião, para um mestre espiritual, para um político, para uma ideologia... é o tal do messianismo.

É como dizem, o mestre é aquele que aponta o dedo para a lua para que nós a vejamos. No entanto, em vez de olhar para a lua, as pessoas olham para o dedo e se apegam a ele e fazem um altar para ele. Se Jesus realmente existiu, imagino que ele não era um ser todo poderoso e especial que realizava milagres e que queria ser adorado, mas apenas alguém que conhecia a verdade e tentava fazer com que os outros a vissem também. Mas em vez de as pessoas buscarem aquilo que Jesus apontava, elas simplesmente transformam Jesus em um ídolo no qual elas podem se agarrar e se confortar, porque nós não estamos interessados na verdade, nós queremos é apenas conforto e algo em que se apoiar.

Se simplesmente idolatrar um ídolo resolvesse o problema de alguém, o cristianismo não seria esse desastre que é.
 

ExPoro

Psiconauta Apaixonado. Enteogenista Floyd-Gospel.
Membro Ativo
Nós somos todos iguais. Quando o tom do debate é impositivo, seja de qual lado for, todos estão falando pro nada, segundo certo princípio de argumentação pelo qual "quem acha Fusca mais rápido que Ferrari jamais se convencerá do contrário".

No mais, quase todos no fórum fazem o mesmo no tema de crenças: falta de abertura e tolerância/abertura para a crença alheia, não importando o quão absurdas pareçam, sem ver como as próprias podem também assim parecer pros outros. O mais importante e raramente observado é o tom de conciliação e cordialidade nas ideias contrárias durante os debates de fé, que são livres - "se falou, esteja pronto pra escutar qualquer coisa", como é a regra sagrada dos fóruns.

na próxima experiencia que tiver pede uma resposta a Jesus sobre a Bíblia e de coração aberto, sem amarrações e conceitos preestabelecidos, e verá a realidade da Bíblia, em questão o novo testamento, a Vida de Jesus na terra foi e é o caminho pra vida eterna.
Tive minha Experiência no final do ano passado e depois de tudo que aconteceu minha vida mudou 100%, todo o vazio que pensava não existir (mais existia e não sabia) foi preenchido e depois de 3 meses ainda está tudo vivo, tudo que senti naquele dia ainda sinto mesmo sem psicodélico algum.

Você está confuso? Você parece nunca encontrar um caminho ou um propósito na vida? Você tem a sensação de que alguém apagou as luzes e que você não consegue encontrar o interruptor? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus proclamou: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8:12).

Você algumas vezes se sente como se estivesse trancado do lado de fora da vida? Você já tentou tantas portas, apenas para descobrir que o que havia atrás delas é vazio e sem sentido? Você está procurando por uma entrada para uma vida de realizações? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus declarou: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” (João 10:9).

Você imagina o que acontece depois desta vida? Você está cansado de viver a sua vida apenas por coisas que apodrecem ou enferrujam? Você algumas vezes duvida que esta vida tenha algum significado? Você quer viver após a sua morte? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente (João 11:25-26).
Irmão @Odercnat, sempre bom vê-lo. Agradeço a sua intenção por vontade de espalhar aquilo que fez sua alma brilhar de luz e esperança. Mas para evitar debates off topic em relatos, tente ser menos doutrinador ao respondê-los, e focar (seja concordando ou discordando) no que a pessoa diga no relato, que é o fundo do tópico, para não gerar discussões desconexas com o relato do membro por conta de naturais respostas de outros membros. :coffee:

Sobre refletir sobre a Bíblia sob efeito, sugestão sua que foi amorosa e que já pratico de certa forma, bastam pra mim duas citações de Jesus: "amar (...) ao próximo como a si mesmo" (não vou entrar no mérito do que significa o amor a Deus, que é gratidão, não idolatria, e que só pode existir de verdade após haver incondicional amor ao próximo), além de "fazer ao próximo o que gostaria que fosse feito a si". Tudo se resume nisto, esta a essência amorosa. A Bíblia inteira poderia ser resumida nestas duas linhas e o restante esquecido. Agora o que busco é o amor prático, é como ser melhor com meus familiares, amigos, colegas de trabalho, membros do fórum, etc.

Eu estou em minha enteogenia junto com a energia crística do planeta - a qual "escolhi" trabalhar nos vieses espírita e umbandista - entre as muitas que existem no plano espiritual terrestre, tal qual a vibração espiritual dos indianos e outras - e são todas direcionadas a luz. É assim que penso e provavelmente não irei mudar. Imagine se você viraria ateu apenas por um membro dizer o quanto qualquer coisa além do ateísmo é ilusão e auto-enganação dos cogumelos. Não vai. É diferente de achar alguém disposto a te ouvir, ou que procure suas palavras pelo exemplo de bem que você dá na vida, ou ainda que leia seus relatos e vá aos poucos e espontaneamente se identificando.

Bem, procure ter uma tranquila consciência de que aqui no fórum você terá a liberdade de expor seus pensamentos e ideias a vontade mas não conseguirá ter prosélitos, porque cada um segue um caminho muito individual com o uso de cogumelos. Trabalhe a semelhança e o que há de comum: a prática de amor ao próximo sem julgamentos.

Desculpe falar isso, mas é que num relato que eu falar de cristianismo em diversas matizes nas quais acredito, despidas de moralismo e de qualquer necessidade de estudo bíblico por conta do uso da justa razão, uma postagem doutrinadora irá repetir o mesmo debate que já foi repetido em mais de um tópico sobre o tema. Com isto, se perde a mensagem que busquei passar e você tampouco consegue convencer alguém. No fim, não há ganho.

Acredite no seu caminho, seja feliz com ele, e saiba que acredito e sou feliz com o meu. Respeitemo-nos em nossa diversidade. Mas sei que já é assim da sua parte. (y)

/\ É por essas e outras que cada vez eu tenho mais certeza que as pessoas usam psicodélicos apenas para se distrair e enganar ainda mais.

Essa idolatria a Jesus é produto da sua irresponsabilidade. Como a gente odeia assumir a responsabilidade pela nossa própria vida, pelo nosso próprio sofrimento e felicidade, a gente joga a responsabilidade pela nossa "salvação" para qualquer outra coisa, para uma religião, para um mestre espiritual, para um político, para uma ideologia... é o tal do messianismo.

É como dizem, o mestre é aquele que aponta o dedo para a lua para que nós a vejamos. No entanto, em vez de olhar para a lua, as pessoas olham para o dedo e se apegam a ele e fazem um altar para ele. Se Jesus realmente existiu, imagino que ele não era um ser todo poderoso e especial que realizava milagres e que queria ser adorado, mas apenas alguém que conhecia a verdade e tentava fazer com que os outros a vissem também. Mas em vez de as pessoas buscarem aquilo que Jesus apontava, elas simplesmente transformam Jesus em um ídolo no qual elas podem se agarrar e se confortar, porque nós não estamos interessados na verdade, nós queremos é apenas conforto e algo em que se apoiar.

Se simplesmente idolatrar um ídolo resolvesse o problema de alguém, o cristianismo não seria esse desastre que é.
Nobre @morpheu que assim como eu defende o amor livre e cujos cultivos ainda espero ver frutificarem, esse é o caminho que ele encontrou e que faz bem pra ele se sentir assim. Cada um durante as experiências com cogumelos encontra um caminho diferente, de vez que o setting é individual (ainda não há igrejas de cogumeleiros), assim como o set. Tem quem se relacione com extra-terrestres que revelam toda a verdade, ou com deuses de culturas arcaicas que criaram a Terra vindos do Espaço Exterior ou de mitologias greco-romana-egípcia-etc, ou ainda com espíritos de umbanda, ou qualquer outra forma de Seres de luz, ou bem como consequências profundas de perda de ego praticamente inexprimíveis. Ter um insight transformador e talvez reprogramador mental com a Bíblia, ou ainda com ensinamentos de Buda, ou de Taoísmo, ou ainda virar um ateu como resultado da auto-suficiência enteogênica, no fundo são situações que se igualam.

Imagino que você concorda comigo no que vou dizer a seguir, ao menos na essência.

Quem será o descobridor da verdade última das coisas, se é que existe uma? Provavelmente ninguém que pisou neste Planeta. Que adianta ter a verdade maior de tudo, se arrogar supra-religião dentro do budismo e no fim faltar com a caridade no dia a dia para os apegados? Nada. Que adianta ter a verdade maior de tudo, se arrogar conhecedor da última fonte da verdade na bíblia cristã, e no fim faltar com a caridade no dia a dia para os pecadores? Nada. Que adianta ter a verdade maior de tudo, se arrogar supremo capacitado para aceitar a verdade ateísta-materialista e parar de se iludir, mas no fim faltar com a caridade no dia a dia para os iludidos? Nada. E por aí vai...

O @Odercnat já demonstrou em outros tópicos ser absolutamente fechado a ideias diversas das que ele teve acesso na experiência dele em dezembro. Ele vivencia que o que ele pensa não é uma visão das coisas, mas a verdade inquestionável. E isso o está fazendo respirar mais aliviado a cada dia. Isto é algo que penso deva ser considerado antes de tentar demovê-lo de seus pensamentos. Mas entendo sua postura de querer libertá-lo de algo que você veja como ruim para ele.

O mais importante de tudo, como deduzo do que você disse e eu concordo, é de fato ser alguém que busca exercer o bem na prática, ou atuar com ética perante o mundo. (y)
 

morpheu

Primórdia
Membro Ativo
Quem será o descobridor da verdade última das coisas, se é que existe uma? Provavelmente ninguém que pisou neste Planeta.
Por que achas isso?

Que adianta ter a verdade maior de tudo, se arrogar supra-religião dentro do budismo e no fim faltar com a caridade no dia a dia para os apegados? Nada. Que adianta ter a verdade maior de tudo, se arrogar conhecedor da última fonte da verdade na bíblia cristã, e no fim faltar com a caridade no dia a dia para os pecadores? Nada. Que adianta ter a verdade maior de tudo, se arrogar supremo capacitado para aceitar a verdade ateísta-materialista e parar de se iludir, mas no fim faltar com a caridade no dia a dia para os iludidos? Nada. E por aí vai...
E de que adianta ser caridoso com os outros e viver na ignorância, sem saber quem é, de onde vem e para onde vai? Ninguém vai se libertar apenas porque ajudou o próximo, porque só a verdade liberta. E se você mesmo não é livre, como pode você ajudar outras pessoas? E quanto dessa caridade ao próximo não está impregnada de autointeresse? Quantas pessoas são incapazes de ajudar alguém sem que logo em seguida tenham que postar um texto no Facebook relatando seu ato de caridade para que todos saibam e para que elas ganhem curtidas e comentários e elogios? Quantas pessoas não ajudam o próximo apenas porque acham que isso vai lhes reservar um lugar no céu, ou vai lhes dar um bom carma, ou para terem uma boa imagem de si mesmas e se sentirem pessoas heroicas e do bem que lutam contra as forças do mal e as injustiças do mundo?

Esses dias mesmo li um texto do Krishnamurti em que ele fala que nesse desejo de ajudar o outro está a vaidade e o orgulho, e que só é possível ajudar o outro conhecendo primeiro a si mesmo, porque, uma vez que você é o outro, só conhecendo a si mesmo você pode conhecer o outro e então saber o que é melhor para ele; caso contrário você estará agindo na ignorância e, portanto, criando sofrimento, por mais que você tenha boas intenções e ache que está ajudando. (A propósito, conhecer a si mesmo e conhecer a verdade última de todas as coisas são o mesmo. É impossível conhecer a si mesmo sem conhecer também a verdade última de tudo o que há, já que não há separação entre você e qualquer outra coisas que seja. É como estava escrito no templo de Delfos, "Conhece-te a ti mesmo e conhecerá os deuses e o universo".

Há também uma palestra do Eckhart Tolle em que ele cita essa passagem bíblica que você citou: "Amar o próximo como a si mesmo" e segundo ele essa é uma passagem que é mal interpretada e mal compreendida, já que ninguém é capaz de amar o próximo como a si mesmo. Ele diz que nesse amar o próximo como a si mesmo Jesus na verdade não queria dizer que devemos amar o ego dos outros como nós amamos nosso próprio ego, que é como comumente se entende, mas sim não se ver mais como alguém separado e reconhecer a si mesmo nos outros, porque só assim é de fato possível amar os outros como a si mesmo. Enquanto você se identificar com o ego e se ver como um indivíduo separado, você pode até tentar, mas jamais vai conseguir amar os outros como a si mesmo, já que o ego vive se comparando com os outros, e você jamais vai conseguir amar alguém como a si mesmo se você se sente inferior ou superior a essa pessoa. E nem sequer seria uma boa ideia amar os outros como você ama a sua autoimagem, já que tanto a adoração quanto o ódio ao próprio ego levam ao sofrimento e, portanto, se você se relacionasse com os outros como se relaciona consigo mesmo sua relação com os outros só criaria mais problemas.
 
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Odercnat

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Por que achas isso?



E de que adianta ser caridoso com os outros e viver na ignorância, sem saber quem é, de onde vem e para onde vai? Ninguém vai se libertar apenas porque ajudou o próximo, porque só a verdade liberta. E se você mesmo não é livre, como pode você ajudar outras pessoas? E quanto dessa caridade ao próximo não está impregnada de autointeresse? Quantas pessoas são incapazes de ajudar alguém sem que logo em seguida tenham que postar um texto no Facebook relatando seu ato de caridade para que todos saibam e para que elas ganhem curtidas e comentários e elogios? Quantas pessoas não ajudam o próximo apenas porque acham que isso vai lhes reservar um lugar no céu, ou vai lhes dar um bom carma, ou para terem uma boa imagem de si mesmas e se sentirem pessoas heroicas e do bem que lutam contra as forças do mal e as injustiças do mundo?

Esses dias mesmo li um texto do Krishnamurti em que ele fala que nesse desejo de ajudar o outro está a vaidade e o orgulho, e que só é possível ajudar o outro conhecendo primeiro a si mesmo, porque, uma vez que você é o outro, só conhecendo a si mesmo você pode conhecer o outro e então saber o que é melhor para ele; caso contrário você estará agindo na ignorância e, portanto, criando sofrimento, por mais que você tenha boas intenções e ache que está ajudando. (A propósito, conhecer a si mesmo e conhecer a verdade última de todas as coisas são o mesmo. É impossível conhecer a si mesmo sem conhecer também a verdade última de tudo o que há, já que não há separação entre você e qualquer outra coisas que seja. É como estava escrito no templo de Delfos, "Conhece-te a ti mesmo e conhecerá os deuses e o universo".

Há também uma palestra do Eckhart Tolle em que ele cita essa passagem bíblica que você citou: "Amar o próximo como a si mesmo" e segundo ele essa é uma passagem que é mal interpretada e mal compreendida, já que ninguém é capaz de amar o próximo como a si mesmo. Ele diz que nesse amar o próximo como a si mesmo Jesus na verdade não queria dizer que devemos amar o ego dos outros como nós amamos nosso próprio ego, que é como comumente se entende, mas sim não se ver mais como alguém separado e reconhecer a si mesmo nos outros, porque só assim é de fato possível amar os outros como a si mesmo. Enquanto você se identificar com o ego e se ver como um indivíduo separado, você pode até tentar, mas jamais vai conseguir amar os outros como a si mesmo, já que o ego vive se comparando com os outros, e você jamais vai conseguir amar alguém como a si mesmo se você se sente inferior ou superior a essa pessoa. E nem sequer seria uma boa ideia amar os outros como você ama a sua autoimagem, já que tanto a adoração quanto o ódio ao próprio ego levam ao sofrimento e, portanto, se você se relacionasse com os outros como se relaciona consigo mesmo sua relação com os outros só criaria mais problemas.
Meu amigo @morpheu eu fico triste de ver vc agir e pensar dessa forma, mais te entendo, porque eu era assim como vc. Não existe ignorância nenhuma entre nós, porque vc não tem a verdade absoluta, porém sua opinião sempre é válida meu amigo.
Eu um dia fui assim, totalmente incrédulo, mais eu te falo do fundo do meu coração, não é papo de crente ou católico, até porque não acredito nas "religiões" criadas por homens, eu sei que a única igreja é realmente Jesus Cristo e apenas ele, mais amigo, eu consegui chegar ao entendimento real da bíblia, não foi planejado... Os cogumelos liberaram minha mente para esse mistério, e fui invadido pelo Espírito Santo, COMO SEI DISSO? porque depois dessa experiência que tive, que aliás fiz um relato aqui, passei a ver, ler a bíblia de uma forma totalmente diferente, é como se tivesse instalado um Software em minha mente que agora eu vejo a Bíblia e sinto a Realidade em suas palavras. E volto a falar, amigo! com Deus tudo é melhor! Depois dessa Experiência eu Realmente sei o que é ser Feliz, eu sempre achei que era feliz, mais hoje eu vejo e sinto algo que nunca senti em minha vida, tudo mudou! E Jesus quer que vc tbm tenha essa felicidade, não só vc, mais todos nós!

Eu entendo essa dificuldade em aceitar, mais torço que um dia vc encontre esse caminho.

AMIGO, VC É UM CARA MUITO INTELIGENTE, É POSSÍVEL NOTAR ISSO! O QUE EU SINTO HOJE EU QUERIA QUE TODOS PUDESSEM SENTIR, MAIS SEI QUE ISSO SÓ DEPENDE DA PESSOA! FORTE ABRAÇO!!


“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” 1 Coríntios 2.14

Nós somos todos iguais. Quando o tom do debate é impositivo, seja de qual lado for, todos estão falando pro nada, segundo certo princípio de argumentação pelo qual "quem acha Fusca mais rápido que Ferrari jamais se convencerá do contrário".

No mais, quase todos no fórum fazem o mesmo no tema de crenças: falta de abertura e tolerância/abertura para a crença alheia, não importando o quão absurdas pareçam, sem ver como as próprias podem também assim parecer pros outros. O mais importante e raramente observado é o tom de conciliação e cordialidade nas ideias contrárias durante os debates de fé, que são livres - "se falou, esteja pronto pra escutar qualquer coisa", como é a regra sagrada dos fóruns.



Irmão @Odercnat, sempre bom vê-lo. Agradeço a sua intenção por vontade de espalhar aquilo que fez sua alma brilhar de luz e esperança. Mas para evitar debates off topic em relatos, tente ser menos doutrinador ao respondê-los, e focar (seja concordando ou discordando) no que a pessoa diga no relato, que é o fundo do tópico, para não gerar discussões desconexas com o relato do membro por conta de naturais respostas de outros membros. :coffee:

Sobre refletir sobre a Bíblia sob efeito, sugestão sua que foi amorosa e que já pratico de certa forma, bastam pra mim duas citações de Jesus: "amar (...) ao próximo como a si mesmo" (não vou entrar no mérito do que significa o amor a Deus, que é gratidão, não idolatria, e que só pode existir de verdade após haver incondicional amor ao próximo), além de "fazer ao próximo o que gostaria que fosse feito a si". Tudo se resume nisto, esta a essência amorosa. A Bíblia inteira poderia ser resumida nestas duas linhas e o restante esquecido. Agora o que busco é o amor prático, é como ser melhor com meus familiares, amigos, colegas de trabalho, membros do fórum, etc.

Eu estou em minha enteogenia junto com a energia crística do planeta - a qual "escolhi" trabalhar nos vieses espírita e umbandista - entre as muitas que existem no plano espiritual terrestre, tal qual a vibração espiritual dos indianos e outras - e são todas direcionadas a luz. É assim que penso e provavelmente não irei mudar. Imagine se você viraria ateu apenas por um membro dizer o quanto qualquer coisa além do ateísmo é ilusão e auto-enganação dos cogumelos. Não vai. É diferente de achar alguém disposto a te ouvir, ou que procure suas palavras pelo exemplo de bem que você dá na vida, ou ainda que leia seus relatos e vá aos poucos e espontaneamente se identificando.

Bem, procure ter uma tranquila consciência de que aqui no fórum você terá a liberdade de expor seus pensamentos e ideias a vontade mas não conseguirá ter prosélitos, porque cada um segue um caminho muito individual com o uso de cogumelos. Trabalhe a semelhança e o que há de comum: a prática de amor ao próximo sem julgamentos.

Desculpe falar isso, mas é que num relato que eu falar de cristianismo em diversas matizes nas quais acredito, despidas de moralismo e de qualquer necessidade de estudo bíblico por conta do uso da justa razão, uma postagem doutrinadora irá repetir o mesmo debate que já foi repetido em mais de um tópico sobre o tema. Com isto, se perde a mensagem que busquei passar e você tampouco consegue convencer alguém. No fim, não há ganho.

Acredite no seu caminho, seja feliz com ele, e saiba que acredito e sou feliz com o meu. Respeitemo-nos em nossa diversidade. Mas sei que já é assim da sua parte. (y)



Nobre @morpheu que assim como eu defende o amor livre e cujos cultivos ainda espero ver frutificarem, esse é o caminho que ele encontrou e que faz bem pra ele se sentir assim. Cada um durante as experiências com cogumelos encontra um caminho diferente, de vez que o setting é individual (ainda não há igrejas de cogumeleiros), assim como o set. Tem quem se relacione com extra-terrestres que revelam toda a verdade, ou com deuses de culturas arcaicas que criaram a Terra vindos do Espaço Exterior ou de mitologias greco-romana-egípcia-etc, ou ainda com espíritos de umbanda, ou qualquer outra forma de Seres de luz, ou bem como consequências profundas de perda de ego praticamente inexprimíveis. Ter um insight transformador e talvez reprogramador mental com a Bíblia, ou ainda com ensinamentos de Buda, ou de Taoísmo, ou ainda virar um ateu como resultado da auto-suficiência enteogênica, no fundo são situações que se igualam.

Imagino que você concorda comigo no que vou dizer a seguir, ao menos na essência.

Quem será o descobridor da verdade última das coisas, se é que existe uma? Provavelmente ninguém que pisou neste Planeta. Que adianta ter a verdade maior de tudo, se arrogar supra-religião dentro do budismo e no fim faltar com a caridade no dia a dia para os apegados? Nada. Que adianta ter a verdade maior de tudo, se arrogar conhecedor da última fonte da verdade na bíblia cristã, e no fim faltar com a caridade no dia a dia para os pecadores? Nada. Que adianta ter a verdade maior de tudo, se arrogar supremo capacitado para aceitar a verdade ateísta-materialista e parar de se iludir, mas no fim faltar com a caridade no dia a dia para os iludidos? Nada. E por aí vai...

O @Odercnat já demonstrou em outros tópicos ser absolutamente fechado a ideias diversas das que ele teve acesso na experiência dele em dezembro. Ele vivencia que o que ele pensa não é uma visão das coisas, mas a verdade inquestionável. E isso o está fazendo respirar mais aliviado a cada dia. Isto é algo que penso deva ser considerado antes de tentar demovê-lo de seus pensamentos. Mas entendo sua postura de querer libertá-lo de algo que você veja como ruim para ele.

O mais importante de tudo, como deduzo do que você disse e eu concordo, é de fato ser alguém que busca exercer o bem na prática, ou atuar com ética perante o mundo. (y)
Sempre bom vê-lo tbm @ExPoro, não creio que fui tão doutrinador, apenas dei uma sugestão, mais se soou assim peço-lhe perdão!
Talvez possa pensar que estou com a mente totalmente bloqueada, porém não estou, eu só falo com tanta firmeza porque realmente ta influenciando e influenciou minha vida, ta tudo Real, minha vida mudou realmente, da água pro vinho, se algo mudasse minha vida assim dessa maneira e não fosse Jesus eu não pensaria duas vezes em mudar de ideia, mais isso não acontece e nunca aconteceu!
Sabe quando vc encontra uma coisa muito boa, e te da aquela sensação de mostrar isso pros outros para que tbm a tenha? Pois é ... é isso que sinto.

Forte abraço amigo vc é Dez!
 
Editado por um moderador:

morpheu

Primórdia
Membro Ativo
até porque não acredito nas "religiões" criadas por homens, eu sei que a única igreja é realmente Jesus Cristo e apenas ele, mais amigo, eu consegui chegar ao entendimento real da bíblia, não foi planejado...
Será que você realmente entende a Bíblia, ou apenas acha que entende? Além disso, a Bíblia já passou por inúmeras transformações ao longo dos tempos e mais com as traduções muita coisa é perdida. Não dá pra lê-la acreditando cegamente que você está lendo o manuscrito original que os profetas e discípulos escreveram. Eu também já tive algumas compreensões da Bíblia após certas experiências, mas nem por isso eu a tomo como a verdade absoluta e única, ou mesmo como um livro confiável. Para citar um desses insights: eu entendi a história de Adão e Eva. O Paraíso, ou Jardim do Éden, não era um lugar físico perfeito onde Adão e Eva moravam, mas era um estado de consciência, o estado em que o ser humano ainda era como os animais e não tinha um ego, não tinha o pensamento, a linguagem, a racionalidade. Foi devido à racionalidade, ao intelecto, ao pensamento, à linguagem, essa coisa que a gente tanto estima, que o ser humano começou a se enganar e é por isso que a humanidade está há milênios vivendo no mais completo sofrimento. Tanto é que a árvore que dava o fruto proibido era chamada de Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, o bem e o mal é a dualidade na qual o ser humano vive, sempre desejando aquilo que é bom e querendo afastar aquilo que é mau, e é daí que vem os nossos sofrimentos. O fruto proibido é o pensamento, a linguagem, porque é a linguagem que cria divisões e oposições onde não há (como bem e mal, certo e errado, preto e branco, frio e quente etc). O pecado original foi quando o ser humano começou a acreditar no pensamento. Essa história é uma metáfora, um mito, mas as pessoas interpretam isso literalmente.

Infelizmente a mente humana sempre dá um jeito de pegar um ensinamento importante e distorcê-lo a seu bel-prazer. É o que fizeram com Jesus. Por mais que todo mundo idolatre e diga seguir Jesus, ninguém realmente segue os ensinamentos dele, nós apenas o transformamos num ídolo diante do qual nós nos curvamos e assim nos sentimos seguros e salvos. Mas nós somos o extremo oposto do que Jesus pregava. É como disse o Nietzsche, "só existiu um cristão e ele morreu na cruz". Um exemplo disso é que já se passaram dois milênios desde que Jesus passou pela Terra e nada mudou, o mundo continua exatamente igual, os sofrimentos de hoje são os mesmos de dois mil anos atrás, apenas a tecnologia e o conforto que a ciência nos trouxe é que mascaram e dão a impressão de que nós estamos numa situação melhor do que a dos nossos antepassados.

Depois dessa Experiência eu Realmente sei o que é ser Feliz, eu sempre achei que era feliz, mais hoje eu vejo e sinto algo que nunca senti em minha vida, tudo mudou
minha vida mudou 100%, todo o vazio que pensava não existir (mais existia e não sabia) foi preenchido e depois de 3 meses ainda está tudo vivo
Você diz que antes da experiência havia um vazio que você não sabia existir e que você pensava ser feliz embora não fosse, e que depois da experiência é que você viu como havia um vazio na sua vida e como você não era feliz. Isso significa que você vivia enganado achando que era feliz quando na verdade não era, e quem garante que isso não continua acontecendo agora, que você está se enganando novamente achando que o vazio e a infelicidade foram embora, quando na verdade eles foram apenas camuflados mais uma vez?

Talvez daqui a um tempo você olhe para esta época de agora e veja que você continuou se enganando achando que era feliz, da mesma forma como os cogumelos te fizeram ver que no passado você era infeliz. Afinal de contas, toda a nossa vida a gente passa olhando para o passado e nos lamentando de como fomos bobos naquele tempo, achando que agora nós somos espertos e não vamos mais fazer besteira, até que o futuro chegue e nós vejamos como continuávamos sendo bobos mesmo achando que já tínhamos superado a nossa imbecilidade. A mente adora pregar peças em si mesma.
 

Odercnat

Hifa
Membro Ativo
Será que você realmente entende a Bíblia, ou apenas acha que entende? Além disso, a Bíblia já passou por inúmeras transformações ao longo dos tempos e mais com as traduções muita coisa é perdida. Não dá pra lê-la acreditando cegamente que você está lendo o manuscrito original que os profetas e discípulos escreveram. Eu também já tive algumas compreensões da Bíblia após certas experiências, mas nem por isso eu a tomo como a verdade absoluta e única, ou mesmo como um livro confiável. Para citar um desses insights: eu entendi a história de Adão e Eva. O Paraíso, ou Jardim do Éden, não era um lugar físico perfeito onde Adão e Eva moravam, mas era um estado de consciência, o estado em que o ser humano ainda era como os animais e não tinha um ego, não tinha o pensamento, a linguagem, a racionalidade. Foi devido à racionalidade, ao intelecto, ao pensamento, à linguagem, essa coisa que a gente tanto estima, que o ser humano começou a se enganar e é por isso que a humanidade está há milênios vivendo no mais completo sofrimento. Tanto é que a árvore que dava o fruto proibido era chamada de Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, o bem e o mal é a dualidade na qual o ser humano vive, sempre desejando aquilo que é bom e querendo afastar aquilo que é mau, e é daí que vem os nossos sofrimentos. O fruto proibido é o pensamento, a linguagem, porque é a linguagem que cria divisões e oposições onde não há (como bem e mal, certo e errado, preto e branco, frio e quente etc). O pecado original foi quando o ser humano começou a acreditar no pensamento. Essa história é uma metáfora, um mito, mas as pessoas interpretam isso literalmente.

Infelizmente a mente humana sempre dá um jeito de pegar um ensinamento importante e distorcê-lo a seu bel-prazer. É o que fizeram com Jesus. Por mais que todo mundo idolatre e diga seguir Jesus, ninguém realmente segue os ensinamentos dele, nós apenas o transformamos num ídolo diante do qual nós nos curvamos e assim nos sentimos seguros e salvos. Mas nós somos o extremo oposto do que Jesus pregava. É como disse o Nietzsche, "só existiu um cristão e ele morreu na cruz". Um exemplo disso é que já se passaram dois milênios desde que Jesus passou pela Terra e nada mudou, o mundo continua exatamente igual, os sofrimentos de hoje são os mesmos de dois mil anos atrás, apenas a tecnologia e o conforto que a ciência nos trouxe é que mascaram e dão a impressão de que nós estamos numa situação melhor do que a dos nossos antepassados.





Você diz que antes da experiência havia um vazio que você não sabia existir e que você pensava ser feliz embora não fosse, e que depois da experiência é que você viu como havia um vazio na sua vida e como você não era feliz. Isso significa que você vivia enganado achando que era feliz quando na verdade não era, e quem garante que isso não continua acontecendo agora, que você está se enganando novamente achando que o vazio e a infelicidade foram embora, quando na verdade eles foram apenas camuflados mais uma vez?

Talvez daqui a um tempo você olhe para esta época de agora e veja que você continuou se enganando achando que era feliz, da mesma forma como os cogumelos te fizeram ver que no passado você era infeliz. Afinal de contas, toda a nossa vida a gente passa olhando para o passado e nos lamentando de como fomos bobos naquele tempo, achando que agora nós somos espertos e não vamos mais fazer besteira, até que o futuro chegue e nós vejamos como continuávamos sendo bobos mesmo achando que já tínhamos superado a nossa imbecilidade. A mente adora pregar peças em si mesma.
O que vc falou sobre a criação do mundo não tem nada a ver com que o realmente esta escrito na bíblia (pra vc entender a bíblia vc precisa de um estado de espírito, o Espírito Santo) como é dito nas escrituras, mais uma vez é necessário ler pra que saiba disso, vc não entende que as traduções podem sim ter mudado as palavras, porém a mensagem a que se quer passar não muda, "Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um iota (a letra) ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra” .
Se realmente vc tivesse lido a Bíblia todas essas suas questões já estariam respondidas!
" ninguém realmente segue os ensinamentos dele" o homem na sua essência é mau, e ninguém será como Jesus foi, até porque Jesus não veio ao mundo através do pecado, porém precisamos dos ensinamentos dele para que possamos deixar esse lado mau que habita em nós ficar em segundo plano.
A Bíblia não foi feita para qualquer um entender ou sentir suas palavras, ela é o manual da vida, e só quem realmente crer, de coração, consegue enxergar isso!
Eu sei que hoje sou feliz e antes não, porque agora eu aprendi o que realmente me traz a felicidade, e não apenas alegrias, isto se refiro a mim, mais coisas externas tbm aconteceram e que fogem do meu alcance que estão contribuindo com essa felicidade, ou seja, prova que não é apenas algo da minha mente, mais tbm a mudança do mundo em minha volta.

É isso aí! todos temos o livre arbítrio e se a sua escolha te deixa feliz, pois bem, que seja muito feliz.
Mais eu te falo que crer em Jesus é a felicidade real, como nunca sentida na sua vida!

BEM-AVENTURADOS OS QUE NÃO VIRAM, MAS CRERAM
João 20:29

Eu tentei mais não é fácil.
Obrigado irmão e desculpe se falei algo que te incomodou!
 

Odercnat

Hifa
Membro Ativo
Isso de que não existe uma verdade absoluta acessível a nós é apenas uma crença sua. Aposto que você não consegue me dar uma prova de que não há uma verdade absoluta acessível a nós, exceto talvez o fato de que você nunca encontrou ela ou o fato de que a humanidade até hoje com suas religiões, crenças, filosofias e ciências nunca conseguiu chegar a um acordo sobre qual a verdade, mas isso não prova que não há uma verdade acessível a nós, prova apenas que você ainda não a encontrou. Você deve estar achando que a verdade última é uma informação que pode ser transmitida de uma pessoa para outra.

Falar que Buda e outros mestres iluminados não tiveram acesso à verdade última, mas apenas a “verdades-agora”, também é apenas uma suposição sua, já que você nunca teve acesso à consciência deles para saber que tipo de experiência eles tiveram ou não tiveram.

Aliás, o que você quer dizer com consciência expandida? Pelo que eu deduzo, você tá chamando de consciência expandida um estado de consciência igual ou pelo menos bastante similar ao estado induzido por psicodélicos, e achar que a iluminação é um estado de consciência “expandida” ou psicodélico também é apenas uma crença sua baseada na sua ideia do que seja iluminação. Consciência expandida dá a impressão de que eles atingiram um nível de consciência alterado, já que algo, ao expandir-se, muda; e isso me lembra algo que o Adyashanti fala, de que as pessoas têm uma crença de que a iluminação é um estado alterado de consciência, e que isso é um engano, porque a iluminação na verdade é o estado natural e inalterado de consciência, e que nós já estamos num estado alterado de consciência, já que muito esforço e energia são gastos para manter a ilusão de individualidade e separação. Portanto, “consciência expandida” não me parece um termo muito adequado para descrever o que os mestres chamam de iluminação.

Isso de que toda verdade tem que realizar a “ordem amorosa do Universo” também é apenas uma crença sua, baseada na sua concepção de que algo só é válido se tiver a utilidade prática de fazer o bem ao próximo e tornar a vida mais fácil.

Eu não falei que é preciso ter reflexões profundas para ajudar o próximo, o que eu disse foi que ajudar o próximo não resolverá o problema nem de quem ajuda e nem de quem é ajudado. A gente acha que simplesmente fazer o bem e ajudar o próximo já é o suficiente para fazer com que alguém consiga a felicidade permanente. A gente acha que só bastava todo mundo se ajudar para o mundo se tornar um lugar harmônico e pacífico, mas o fato é que isso não levaria ninguém à felicidade, no máximo tiraria os problemas cotidianos das pessoas, o que inclusive pode ser um empecilho, já que uma vida na zona de conforto, sem desafios, sem problemas, sem contratempos, produz indivíduos acomodados e que, justamente por terem uma vida sem turbulências e do jeito que querem, se tornam incapazes de aprender a lidar com os obstáculos da vida e se satisfazem perfeitamente com a prisão em que vivem, inclusive desejam a permanência dela.

Você acha que fazer o bem é um dever de todo mundo, que existe uma lei universal que determina que todo mundo tem que ajudar todo mundo, e que todos nós devemos nos esforçar para isso. Mas esse simples ato de tentar ser o que não é já é causa de problemas e sofrimento. Toda ideologia, seja para mudar o mundo, as pessoas, a política, a sociedade, as circunstâncias da vida, ou a nós mesmos, sempre só criará mais problemas. Por mais que você ache que é o certo, você está achando isso apenas do seu fragmentado e limitado ponto de vista pessoal, sem perceber a totalidade da vida.

Ninguém se torna uma boa pessoa como resultado de esforço, de tentativa, de tentar tornar-se o que não se é, de repressão, de obrigação. Prova disso é que a gente até criou várias formas de tentar reprimir o mal no homem e tentar torná-lo uma boa pessoa, como as religiões e o sistema judicial, mas isso não chega nem perto de resolver o problema, e, se alguma vez resolve, é meramente devido ao medo e à adequação, o que na verdade não é resolver o problema, já que você apenas o reprimiu.

Você parece achar que o sentido da vida, o propósito da existência é fazer o bem ao próximo, achando que um dia isso vai levar a humanidade à sua salvação, à paz. Mas não vai.

Em momento algum eu falei sobre a criação do mundo. Eu falei sobre a história de Adão e Eva, o Jardim do Éden, o pecado original, isso sim. Se a sua interpretação de texto não sabe distinguir entre a criação do mundo e a história de Adão e Eva, como diabos vai poder entender a Bíblia?

Eu não tomo algo como verdade meramente porque alguém falou ou escreveu num papel. Para saber se algo é verdade, não basta ir ler um livro em busca de informação e conhecimento intelectual, é preciso sentir na carne, ter a experiência direto daquilo. Ler a Bíblia não responde nenhuma questão. O máximo que pode acontecer é você formar ideias daquilo que está escrito lá, mas a ideia nunca é a coisa de fato. Você pode formar uma ideia do que seja a vida eterna (por exemplo, você pode achar que quando morre um fantasminha camarada, um "corpo imaterial" que é a sua alma sai do seu corpo físico e vai voando em direção ao céu encontrar Deus e vários outros espíritos que vão estar te esperando lá para viver na eternidade, que é um tempo cronológico que vai indo pra frente e pra frente e pra frente e fica nisso pra sempre, e nunca mais acaba; mas isso é apenas um conceito que a sua mente formou do que é imortalidade e eternidade, as verdadeiras imortalidade e eternidade são coisas completamente distintas dessa ideia que você tem do que elas são, e portanto seus conceitos que você adquire da Bíblia não têm valor nenhum, são tão falsos quanto uma nota de 3 dólares).

Sou mais essa:

Bem-aventurados os que não creram, mas viram.

Amigo, pelo amor de Deus! se Adão e Eva não faz parte da criação do mundo, o que faz? rsrs...
Alias fazem parte de um único livro Gênesis!

Você esta muito amargurado, seu coração esta muito endurecido para termos uma conversa.

A BÍBLIA PRA MIM NA MINHA VIDA A TODO MOMENTO É VIVIDA, É REALIDADE, INCLUSIVE O QUE VC FAZ NESSE EXATO MOMENTO É UMA EXPERIÊNCIA DA BÍBLIA QUE SE TORNA REALIDADE.

ENTÃO NÃO É APENAS CONHECIMENTO...

MESMO VC NÃO ACREDITANDO, CARA!!! JESUS TE AMA E QUER QUE VC O ACEITE PARA QUE VC SINTA ESSE AMOR!
 
Editado por um moderador:

morpheu

Primórdia
Membro Ativo
Bom, eu realmente discordo de você no que diz respeito a considerar o fazer o bem como principal objetivo e critério da evolução. Na verdade, eu nem mesmo sou muito fã desses termos e categorias como estágios e níveis evolutivos, principalmente porque enquanto fulano pode ser mais "evoluído" que sicrano num determinado aspecto, sicrano pode ser mais "evoluído" do que fulano em outro. Você considera como principal critério para determinar o nível de evolução de alguém o tanto que essa pessoa é caridosa e faz o bem, eu já acharia que o modo como o indivíduo reage diante das situações e problemas da vida é muito mais importante nesse sentido, mas mesmo esse critério eu não considero absoluto e válido em todos os casos.

Muitas vezes uma pessoa que não faz o bem a ninguém, ou mesmo que é extremamente cruel, pode estar mais próxima do despertar do que um indivíduo caridoso e que faz o bem a todos, já que uma pessoa é cruel na medida em que ela própria está sofrendo (o que não quer dizer que todos que sofrem são cruéis), e sempre que ela comete alguma crueldade a outros ela está criando mais sofrimento para si mesma também, já que tudo que vai volta. E o excesso de sofrimento, embora por si só não seja o suficiente para isso, pode ser um grande catalisador do despertar, porque pode chegar um momento que, de tanto sofrer, o indivíduo percebe que não há mais nada que ele possa fazer para mudar a situação em que se encontra e a única coisa que lhe resta é desistir de tudo, se render, aceitar o que é, entregar os pontos. O que obviamente não quer dizer que todo mundo que sofre está próximo do despertar.

Muitas vezes uma pessoa caridosa e que ajuda a todos leva uma vida confortável, sem maiores problemas, e por isso mesmo ela acaba se satisfazendo com a situação em que se encontra, se apegando à vida que leva, e isso de certa forma acaba prendendo ela à sua zona de conforto, e ela não vê motivo para querer que a sua zona de conforto mude e acabe.

E assim como uma pessoa má pode estar mais próxima do despertar do que uma pessoa boa, também um indivíduo comum que nunca nem ouviu falar nesses assuntos de espiritualidade e iluminação pode estar mais próximo do despertar do que um monge, um eremita, um médium, um xamã, um professor de yoga, etc.

Portanto, na minha opinião, não existe em última instância um critério que determine quem é mais "evoluído" que quem.

Eu realmente valoro a busca da evolução pessoal a partir de resultar ou não numa ação que realize o bem ou tenda a esta realização perante o nosso próximo. Assim, penso que um sujeito mau caráter mediano sem qualquer reflexão sobre a verdade ou o bem que coloca uma criança no mundo e pelo menos a cria aos tropeços foi mais útil para a Humanidade meramente ajudando em sua reprodução e sobrevivência do que alguém que vai meditar pra se iluminar e não faz o retorno à Humanidade para contribuir através de ensinamentos ou da prática do que aprendeu durante o isolamento, como Buda e tantos outros mestres bem fizeram.
Apenas ter e criar um filho não é uma forma de ajudar a humanidade, nem mesmo para sua sobrevivência, já que hoje em dia, com mais de 7 bilhões de pessoas no planeta, com certeza a falta de gente no mundo não é de modo algum uma ameaça à sobrevivência da espécie humana (na verdade, a superpopulação é que pode inclusive ser um perigo e ameaçar a humanidade de extinção, já que ela pode provocar uma grande escassez de recursos no futuro). Ademais, meramente conservar a espécie humana não é ajudá-la, e nessa vontade de perpetuação está o desejo que o ser humano tem da permanência e a aversão que ele tem à impermanência. E do modo como as pessoas criam seus filhos, introjetando desde cedo neles toda espécie de condicionamentos e ilusões, acho que elas estão mais fazendo um desfavor do que um favor à humanidade, já que estão apenas perpetuando a ignorância e tradições aprisionadoras.

E muitas pessoas não conseguem desassociar a imagem de uma pessoa iluminada com a de um monge isolado nas montanhas do Himalaia que passa o dia inteiro sem fazer nada sentado em posição de lótus. Não tô dizendo que você disse que todo iluminado é assim, mas essa ideia de que pessoas iluminadas vivem isoladas, ou que o isolamento facilita a iluminação, são apenas crenças do senso comum. Alguns que atingem o despertar podem até viver isolados, mas não são todos. Não existe um "modo de ser e de viver" característico de pessoa iluminadas.

E mesmo falar que alguém que se ilumina mas não compartilha seus ensinamentos não está contribuindo em nada para a humanidade não é 100% correto. O simples ato de despertar já causa um impacto na consciência coletiva da humanidade. Nós pensamos que nossa mente é só nossa e não tem nenhuma relação com a mente das outras pessoas, mas na verdade os pensamentos que chegam até você são produzidos por toda a humanidade, assim como é você quem está criando os pensamentos de todas as outras pessoas do mundo (é por isso que nós passamos o dia todo tendo pensamentos tão aleatórios e inúteis e desejos tão contraditórios entre si [uma hora a gente quer uma coisa, na outra hora a gente já não quer mais]). Quando alguém para de pensar e portanto de alimentar e dar combustível a essa corrente circular de pensamentos que é a humanidade, isso facilita o caminho para que outras pessoas também consigam parar de pensar e sair dessa corrente, assim como quando uma pessoa permanece na ignorância, isso facilita que outras pessoas permaneçam na ignorância também. Todo mundo influencia todo mundo, mesmo pessoas que moram em lados opostos do globo e nunca travaram nenhum contato, nem mesmo indireto, influenciam-se umas às outras.

Portanto, embora alguém ajudasse muito mais se passasse adiante seus ensinamentos para os outros, mesmo aquele que não diz a ninguém o que sabe ainda assim continua de algum modo influenciando a humanidade.
 

ExPoro

Psiconauta Apaixonado. Enteogenista Floyd-Gospel.
Membro Ativo
:!: Por pedido meu, a moderação desmembrou as próximas postagens entre eu e @morpheu - com fundamento em debate offtopic iniciado neste tópico de relato - enviadas após as respostas acima e que ocasionaram um diálogo prolongado entre nós, para o seguinte tópico em separado, cujo título resume o tema que foi debatido:

Quem quiser ler ou participar do assunto, só clicar no link acima. :)
 

Uhili

Esporo
Membro Novo
"Mas a descrição seria a seguinte: rosto de muçulmano lembrando algo de indiano por ser bem arredondado, pele grossa pelo sol e bem morena, cabelo bem curto e um tipo de barba também curta que lembra um cavanhaque curto mas com uma tênue e ao mesmo tempo densa linha de pelos na bochecha; por fim, não sorria mas tinha um semblante que transmitia paz e empatia verdadeiras. E esta visão foi o que determinou classificar esta experiência como mística. Nem preciso falar como fiquei feliz com essa revelação! :feliz:"

Foi parecido com o rosto pintado por Akiane Kramarik?
Se quiser pesquisar pela história, mais pessoas já viram esta face.
107262
 
Superior