- 14/04/2015
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Conforme relatei em "Oi, Eu voltei, seu Eu feliz" (xp 84, 86 e 87), estou em uma busca de cura enteogênica para minha bioquímica cerebral que foi danificada por antipsicóticos que deixaram uma sequela de ansiedade e depressão crônica mais de ano depois que parei de os tomar e devagar me lavava ao suicídio. Por quase duas semana os efeitos da experiência anterior se mantiveram bem fortes, mas já enfraqueciam. Me vi novamente sendo retomado por alguns padrões de sentimentos, e então vi que já era hora de repetir a imersão enteogênica em busca de reequilibrar minha bioquímica como era antes do tratamento: sentir felicidade normal, ser uma pessoa bem positiva e alegre.
Eu já imaginava que ia precisar fazer as imersões várias vezes, por pelo menos alguns meses, em períodos espaçados, para poder me reequilibrar, um dano assim poderia ser desfeito em apenas uma experiência?... Poderia? Sim, poderia! Dependendo da força do restamp, da reconfiguração, da morte do ego, da bomba de serotonina, da ressignificação, etc., o que pede uma dose mais profunda.
Mas eu só tinha mais 2,5 g da strain Blue, ou seja, ia dar o mesmo efeito de antes. Seria mais eficaz é claro, por ser uma redosagem. Agora meu corpo não chegaria mais pra experiência em frangalhos neurológicos. Mas, mesmo assim, eu queria algo mais chocante, algo mais profundo, e então era a oportunidade perfeita: "bora fazer um cruzamento então que eu quero há muito tempo, pois se só tenho 2,5 g de cogumelo, tenho 20 g de San Pedro seco também. Assim, o cruzamento de efeitos vai me jogar numa órbita mais distante que apenas o cogumelo, o que deve me dar um bom choque de melhoria bioquímica no retorno do pico".
E fui eu!
COMPARAÇÃO ENTRE MESCALINA E PSILOCIBINA - INFORMAÇÕES E CUIDADOS
Antes de relatar a experiência em si, vou fazer aqui um comparativo entre mescalina e psilocibina, pra ajudar o membro que não conheça a mescalina a entender. E quem queira conhecer, ter responsabilidade no uso.
Primeiro, sobre os efeitos da mescalina. Eu a descrevo como uma gostosa mistura entre LSD e MDMA (o de verdade e puro). Uma psicodelia física, enérgica, visceral, ao mesmo tempo conectivo, de fala fácil. Visuais bonitos. Cores realçadas. Enfim. Entre todos os psicodélicos naturais, este foi o que me pareceu mais propício a diversão - mais até mesmo que o LSD. Na parte sexual, ele estimula bastante o toque e facilita o orgasmo junto com o pico de prazer sexual, enquanto o cogumelo por exemplo tende a cortar o orgasmo no pico de prazer sexual em efeitos muito profundos. Sobre enteogenia, eu não tinha tido nenhuma com ele, pois quando usei foi apenas para fins de entretenimento, e foi muito legal, com a trip durando 16 horas.
A mescalina é um serotoninérgico como a psilocibina, ou seja, antagonista dos receptores da serotonina, tendo uma forma parecida com ela. Ocorre que, diferentemente dos psicodélicos profundos naturais a que estamos acostumados (psilocibina, LSD, DMT, etc), que são triptaminas, a mescalina é uma anfetamina. Isso significa que seu uso não é tão seguro quanto o de cogumelos, sendo que 9x a dosagem média pro peso pode ser fatal. Enfim, milhões de pessoas usam todo ano, com alta frequência, ninguém morre, mas tem esse cuidado: não dá pra comer como chips, como há relatos de alguns doidos por aí com cogumelos secos.
Eu já tinha tido 2 experiências com mescalina. A primeira foi extremamente baixa e quase não senti, pois foi para testar a dosagem do meu San Pedro pro meu corpo, tendo em vista a informação acima sobre o risco do uso de mescalina, tomei 1/10 da dose média recomendada. Já a segunda experiência, tomei com força me sentindo de boa, um total de 5g secos da casca de San Pedro secas.
Fiquei levemente preocupado com a interação entre psilocibina e mescalina: haveria risco de 2,5g cogu com 5g cacto darem algum revertério? Eu quem postei no fórum o Fundamentos do Uso Responsável de Psicoativos com Anotações para o Cogumeleiro então eu sei que o cruzamento aqui não seria entre duas triptaminas, mas entre uma triptamina e uma anfetamina.
Fui então na internet e vi que é bem comum esse cruzamento, ou seja, a margem de segurança é bem grande.
E chegou o dia.
A EXPERIÊNCIA EM SI
Às 18:30h tomei as cápsulas com total de 5g de casca de San Pedro "moídas". Às 20:00h tomei o cogumelo, 2,5 g secas em cápsulas.
Olha, o que dizer sobre minha opção de modo de dosagem, com ambos in natura, ao invés de chá? Muita burrice minha, se não bastasse as dores da passagens dos cactos pelo meu sistema digestivo no começo da trip ainda agora somava com as das fibras dos cogumelos. Acabei tomando antiácidos para melhorar durante a trip, mas é algo que preciso rever imediatamente. Encarar dores e desconfortos estomacais prejudica demais, demais a trip. Tanto apenas de cogumelo, quanto mais com cacto.
Enfim, os efeitos de ambos iam se construindo, a música ia tocando, eu não direito o que sentia, uma agitação, uma energia, uma juventude, um conflito novo com minha maturidade: "para de ouvir Pink Floyd, bota uma eletrônica", o desconforto me atrapalhava muito, mas eu ia e vinha, dançava, caía, levantava, dançava, parava, mudava música...
Me senti ficar levemente dissociativo, no sentido que, mesmo pra padrões de psicodelia, não conseguia tomar boas decisões em manter meu setting constante, até que desisti disso e deixei mesmo o Pink Floyd.
Uma coisa a se entender quando se cruzam dois psicodélicos profundos é que a onda resultante não é uma soma de duas ondas, e sim uma terceira onda, um terceiro efeito, algo novo.
Mas, devagar, eu me via sendo levantado pela mescalina, e derrubado pela psilocibina. A mescalina queria ser feliz, e a psilocibina ficava toda séria e pensativa. Eu falei pra mescalina:
"Não liga não, mesca, a psilo é séria, mas a gente precisa dela pra fazer o trabalho acontecer, ela sabe o que faz".
E enquanto eu era derrubado no colchão em algum êxtase com body-load, a voz da mescalina parecia implicar com a psilocibina:
"Ahhhh deixa de ser chataaaaa, levanta, vamos, nossa você tá desanimando a festa".
Mas não tinha raiva, era brincadeira, era amizade, eram duas pessoas que se conheciam e se davam bem, mesmo sendo tão diferentes.
Em suma, mescalina e psilocibina viraram personagens que dialogavam entre si sobre o cruzamento de seus efeitos.
Enfim, trip longa de 16 horas, não vou entrar em detalhes, mas foi bem divertida. Houve porém um erro gravíssimo que cometi quando estava pra chegar no pico: eu me masturbei. Caso você não saiba, o maior segredo pra acabar com uma trip intensa e reduzir o nível da experiência de volta pra nível 1 é se masturbar ou fazer sexo. É gozar com o corpo. Isso suga toda referência de êxtases e de alguma forma bloqueia ou supera ou limpa sei lá a inundação de serotoninérgico dos psicodélicos.
Digamos assim. A onda de uma droga tá demais pra você? Se masturba até gozar. Pode demorar horas, mas no fim você vai tá num tipo de trip mais fraca. É tiro e queda. Esquece remédio.
E essa masturbação tirou de mim o efeito suficiente pra me mandar mais longe, creio eu. Fiquei muito preocupado, logo após fazer, sobre ter estragado minha chance de me tratar com aquele orgasmo-reduz-efeitos. Como seria agora pra minha bioquímica ser reescrita se eu não renascesse? Mas, pra minha felicidade, deu certo. O tratamento nessa experiência foi eficaz, como falarei a seguir. Contudo, acho que teria sido muito mais satisfatória a experiência pra mim sem ter reduzido sua intensidade com um orgasmo pré-pico. (Gozar quando já tá estabilizado na segunda metade do pico em diante não faz diferença), e que os efeitos curativos poderiam ter sido mais profundos.
Sobre a cura em si através da mistura entre mescalina e psilocibina, ela foi muito, muito interessante. Como eu disse, a mescalina é um psicodélico de forma assinatura física, enquanto o cogumelo é de forte assinatura emocional. Dessa forma, parece que meus sentimentos, no sentido do meu estômago, foi alterado. Sabe, as coisas que a gente sente com o estômago? Tipo... o cogumelo na semana anterior fez renascer meu eu feliz e positivo e já melhorei 90% só ali, mas tava preocupado com os padrões de pensamentos persistentes que ainda vinham por condicionamento do ano anterior.
Pois é... a mescalina veio e varreu esses padrões de um jeito... de um jeito muito inesperado. Não se trava de uma sensação sublima que tinha varrido tudo, mas sim que meu sentir sobre tudo se tornava de tal forma indiferente, grosseiro, direto, rude... que tudo aquilo parecia ir embora, não fazer sentido. Se antes eu não queria ter o padrão de pensamento, agora quando o padrão vinha, eu reagia até mesmo com depressão, mas logo em seguida eu ria, como se eu estivesse sendo direto, seco, cruel comigo mesmo, e isso tudo me fazia rir. Não era como no ano anterior em que ser cruel comigo me fazia me sentir mal por dentro apesar de me acomodar - não! Agora esse pensamento fazia parte de uma cadeia emocional-fisiológica vinda do meu âmago que apenas ria, via graça, desprezava, ria de mim mesmo.
"Tá vendo?", me disse o lado mescalina na mistura da mesca-melo, "Você aí cheio de medo de pensar nessas coisas, e eu fazendo você pensar nelas e rir!"
Enquanto isso a psilocibina ria.
E o trabalho agora prossegue, em uma semana. Não sei se será 6g de cogumelo, 12 g de cogumelo, ou se farei outro cruzamento com mescalina (que cansa muuuuuuito no entanto) - edit: fiz 14g (Aprendiz de Feiticeiro - 1ª Dose Heroica, 14g secas (xp 89)). Devagar, sinto meu eu antigo, meu eu saudável bioquimicamente, se restabelecer. Me sinto cada vez mais conectado de voltar a mim mesmo, ao meu deus interior - a enteogenia manifesta.
Na fotos abaixo, o San Pedro seco e as cápsulas:
Eu já imaginava que ia precisar fazer as imersões várias vezes, por pelo menos alguns meses, em períodos espaçados, para poder me reequilibrar, um dano assim poderia ser desfeito em apenas uma experiência?... Poderia? Sim, poderia! Dependendo da força do restamp, da reconfiguração, da morte do ego, da bomba de serotonina, da ressignificação, etc., o que pede uma dose mais profunda.
Mas eu só tinha mais 2,5 g da strain Blue, ou seja, ia dar o mesmo efeito de antes. Seria mais eficaz é claro, por ser uma redosagem. Agora meu corpo não chegaria mais pra experiência em frangalhos neurológicos. Mas, mesmo assim, eu queria algo mais chocante, algo mais profundo, e então era a oportunidade perfeita: "bora fazer um cruzamento então que eu quero há muito tempo, pois se só tenho 2,5 g de cogumelo, tenho 20 g de San Pedro seco também. Assim, o cruzamento de efeitos vai me jogar numa órbita mais distante que apenas o cogumelo, o que deve me dar um bom choque de melhoria bioquímica no retorno do pico".
E fui eu!
COMPARAÇÃO ENTRE MESCALINA E PSILOCIBINA - INFORMAÇÕES E CUIDADOS
Antes de relatar a experiência em si, vou fazer aqui um comparativo entre mescalina e psilocibina, pra ajudar o membro que não conheça a mescalina a entender. E quem queira conhecer, ter responsabilidade no uso.
Primeiro, sobre os efeitos da mescalina. Eu a descrevo como uma gostosa mistura entre LSD e MDMA (o de verdade e puro). Uma psicodelia física, enérgica, visceral, ao mesmo tempo conectivo, de fala fácil. Visuais bonitos. Cores realçadas. Enfim. Entre todos os psicodélicos naturais, este foi o que me pareceu mais propício a diversão - mais até mesmo que o LSD. Na parte sexual, ele estimula bastante o toque e facilita o orgasmo junto com o pico de prazer sexual, enquanto o cogumelo por exemplo tende a cortar o orgasmo no pico de prazer sexual em efeitos muito profundos. Sobre enteogenia, eu não tinha tido nenhuma com ele, pois quando usei foi apenas para fins de entretenimento, e foi muito legal, com a trip durando 16 horas.
A mescalina é um serotoninérgico como a psilocibina, ou seja, antagonista dos receptores da serotonina, tendo uma forma parecida com ela. Ocorre que, diferentemente dos psicodélicos profundos naturais a que estamos acostumados (psilocibina, LSD, DMT, etc), que são triptaminas, a mescalina é uma anfetamina. Isso significa que seu uso não é tão seguro quanto o de cogumelos, sendo que 9x a dosagem média pro peso pode ser fatal. Enfim, milhões de pessoas usam todo ano, com alta frequência, ninguém morre, mas tem esse cuidado: não dá pra comer como chips, como há relatos de alguns doidos por aí com cogumelos secos.
Eu já tinha tido 2 experiências com mescalina. A primeira foi extremamente baixa e quase não senti, pois foi para testar a dosagem do meu San Pedro pro meu corpo, tendo em vista a informação acima sobre o risco do uso de mescalina, tomei 1/10 da dose média recomendada. Já a segunda experiência, tomei com força me sentindo de boa, um total de 5g secos da casca de San Pedro secas.
Fiquei levemente preocupado com a interação entre psilocibina e mescalina: haveria risco de 2,5g cogu com 5g cacto darem algum revertério? Eu quem postei no fórum o Fundamentos do Uso Responsável de Psicoativos com Anotações para o Cogumeleiro então eu sei que o cruzamento aqui não seria entre duas triptaminas, mas entre uma triptamina e uma anfetamina.
Fui então na internet e vi que é bem comum esse cruzamento, ou seja, a margem de segurança é bem grande.
E chegou o dia.
A EXPERIÊNCIA EM SI
Às 18:30h tomei as cápsulas com total de 5g de casca de San Pedro "moídas". Às 20:00h tomei o cogumelo, 2,5 g secas em cápsulas.
Olha, o que dizer sobre minha opção de modo de dosagem, com ambos in natura, ao invés de chá? Muita burrice minha, se não bastasse as dores da passagens dos cactos pelo meu sistema digestivo no começo da trip ainda agora somava com as das fibras dos cogumelos. Acabei tomando antiácidos para melhorar durante a trip, mas é algo que preciso rever imediatamente. Encarar dores e desconfortos estomacais prejudica demais, demais a trip. Tanto apenas de cogumelo, quanto mais com cacto.
Enfim, os efeitos de ambos iam se construindo, a música ia tocando, eu não direito o que sentia, uma agitação, uma energia, uma juventude, um conflito novo com minha maturidade: "para de ouvir Pink Floyd, bota uma eletrônica", o desconforto me atrapalhava muito, mas eu ia e vinha, dançava, caía, levantava, dançava, parava, mudava música...
Me senti ficar levemente dissociativo, no sentido que, mesmo pra padrões de psicodelia, não conseguia tomar boas decisões em manter meu setting constante, até que desisti disso e deixei mesmo o Pink Floyd.
Uma coisa a se entender quando se cruzam dois psicodélicos profundos é que a onda resultante não é uma soma de duas ondas, e sim uma terceira onda, um terceiro efeito, algo novo.
Mas, devagar, eu me via sendo levantado pela mescalina, e derrubado pela psilocibina. A mescalina queria ser feliz, e a psilocibina ficava toda séria e pensativa. Eu falei pra mescalina:
"Não liga não, mesca, a psilo é séria, mas a gente precisa dela pra fazer o trabalho acontecer, ela sabe o que faz".
E enquanto eu era derrubado no colchão em algum êxtase com body-load, a voz da mescalina parecia implicar com a psilocibina:
"Ahhhh deixa de ser chataaaaa, levanta, vamos, nossa você tá desanimando a festa".
Mas não tinha raiva, era brincadeira, era amizade, eram duas pessoas que se conheciam e se davam bem, mesmo sendo tão diferentes.
Em suma, mescalina e psilocibina viraram personagens que dialogavam entre si sobre o cruzamento de seus efeitos.
Enfim, trip longa de 16 horas, não vou entrar em detalhes, mas foi bem divertida. Houve porém um erro gravíssimo que cometi quando estava pra chegar no pico: eu me masturbei. Caso você não saiba, o maior segredo pra acabar com uma trip intensa e reduzir o nível da experiência de volta pra nível 1 é se masturbar ou fazer sexo. É gozar com o corpo. Isso suga toda referência de êxtases e de alguma forma bloqueia ou supera ou limpa sei lá a inundação de serotoninérgico dos psicodélicos.
Digamos assim. A onda de uma droga tá demais pra você? Se masturba até gozar. Pode demorar horas, mas no fim você vai tá num tipo de trip mais fraca. É tiro e queda. Esquece remédio.
E essa masturbação tirou de mim o efeito suficiente pra me mandar mais longe, creio eu. Fiquei muito preocupado, logo após fazer, sobre ter estragado minha chance de me tratar com aquele orgasmo-reduz-efeitos. Como seria agora pra minha bioquímica ser reescrita se eu não renascesse? Mas, pra minha felicidade, deu certo. O tratamento nessa experiência foi eficaz, como falarei a seguir. Contudo, acho que teria sido muito mais satisfatória a experiência pra mim sem ter reduzido sua intensidade com um orgasmo pré-pico. (Gozar quando já tá estabilizado na segunda metade do pico em diante não faz diferença), e que os efeitos curativos poderiam ter sido mais profundos.
Sobre a cura em si através da mistura entre mescalina e psilocibina, ela foi muito, muito interessante. Como eu disse, a mescalina é um psicodélico de forma assinatura física, enquanto o cogumelo é de forte assinatura emocional. Dessa forma, parece que meus sentimentos, no sentido do meu estômago, foi alterado. Sabe, as coisas que a gente sente com o estômago? Tipo... o cogumelo na semana anterior fez renascer meu eu feliz e positivo e já melhorei 90% só ali, mas tava preocupado com os padrões de pensamentos persistentes que ainda vinham por condicionamento do ano anterior.
Pois é... a mescalina veio e varreu esses padrões de um jeito... de um jeito muito inesperado. Não se trava de uma sensação sublima que tinha varrido tudo, mas sim que meu sentir sobre tudo se tornava de tal forma indiferente, grosseiro, direto, rude... que tudo aquilo parecia ir embora, não fazer sentido. Se antes eu não queria ter o padrão de pensamento, agora quando o padrão vinha, eu reagia até mesmo com depressão, mas logo em seguida eu ria, como se eu estivesse sendo direto, seco, cruel comigo mesmo, e isso tudo me fazia rir. Não era como no ano anterior em que ser cruel comigo me fazia me sentir mal por dentro apesar de me acomodar - não! Agora esse pensamento fazia parte de uma cadeia emocional-fisiológica vinda do meu âmago que apenas ria, via graça, desprezava, ria de mim mesmo.
"Tá vendo?", me disse o lado mescalina na mistura da mesca-melo, "Você aí cheio de medo de pensar nessas coisas, e eu fazendo você pensar nelas e rir!"
Enquanto isso a psilocibina ria.
E o trabalho agora prossegue, em uma semana. Não sei se será 6g de cogumelo, 12 g de cogumelo, ou se farei outro cruzamento com mescalina (que cansa muuuuuuito no entanto) - edit: fiz 14g (Aprendiz de Feiticeiro - 1ª Dose Heroica, 14g secas (xp 89)). Devagar, sinto meu eu antigo, meu eu saudável bioquimicamente, se restabelecer. Me sinto cada vez mais conectado de voltar a mim mesmo, ao meu deus interior - a enteogenia manifesta.
Na fotos abaixo, o San Pedro seco e as cápsulas:
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