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Aqui discutimos micologia amadora e enteogenia.

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Considerações sobre meios de cultivo.

Cygnus X 1

Cogumelo maduro
Cultivador confiável
21/01/2005
270
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Cygnus X 1 disse:

É comum acreditar q muitas espécies não lignícolas/não cubensis precisam de compostos/substratos relativamente diferentes e/ou mais potentes, daí q é sempre mais fácil ter sucesso com os medicinais fazendo os bulk substrates, compostagem, pasteurização ou esterilização de uma grande quantidade de composto e fazer casings disso. Bolos PF e a manutenção adequada à estes tem q ser incrivelmente bem trabalhados e estudados pra dar certo e "valer" a pena, pq no fim das contas a utilização destes medicinais não é pontual como no caso dos alucinógenos, é uma utilização preventiva, isto é, digamos, agaricus blazeii secos são consumidos diaramente através de um chá ou suplemento alimentar (lê-se pulverizado em cápsulas). Daí q 100 gramas de agaricus seco dá para no máximo 1 mês de uso de acordo, talvez bem menos dependendo da prescrição. Não preciso nem dizer q para vc ter 100 gramas de agaricus seco vc vai precisar produzir algo próximo à 1 quilo fresco. A técnica PF apesar de funcionar, é extremamente improdutiva. A jun-cao é sem dúvida a mais produtiva e trampo-free, q é o uso de gramíneas secas no composto.

Mas sobre isso tudo é muito fácil achar os dados, é só digitar jun-cao em uma busca yagooglehoo! Tem tantas fontes sobre produção de cogumelos medicinais, e tudo complementa o cultivo de cubensis, valendo o vice-versa.

Eventualmente posto alguns links do mycotopia q tem experimentos bem sucedidos nesse esquema.

NeuroFX disse:

Eu li numa reportagem de algum jornal (que não estou lembrado) que o uso da jun cao, no caso dos shiitakes, faz com que a forma deles seja diferente de quando são cultivados em toras. Eles ficam com melhor aparência em substratos. E pra venda de gourmets aparência é essencial.

Cygnus X 1 disse:

Se vc observar bem, o pleurotus ostreatus é uma das espécies mais comuns nos mercados urbanos, essa espécie é ao mesmo tempo o cogumelo ostra, hiratake e shimeji.

Cultivado no jun-cao (vai nascer direto do bolo de gramíneas) e frutificado em condições "normais" ele nasce como cogu ostra / hiratake, se vc frutificar ele em casings mantidos em uma temperatura tipo uns 8-12 graus abaixo do "normal" ele nasce como shimeji.

Supostamente tanto o gosto como o visual do shimeji são melhores q o hiratake/ostra. Eu discordo, o gosto é praticamente a mesma coisa. O shimeji parece mais com cogumelos clássicos bem pequenos, os hiratake/ostra parecem pólipos de celenterados alienígenas.

Situação similar ocorre pro champignon clássico em conserva. Ele é cultivado de tal forma q nasce como um botão bem denso (através de temperaturas baixas e formulações do substrato), se vc variar esses padrões ele nasce como algo muito parecido a um shiitake.
 
Fala Cygnus, não entendi onde vc estava querendo chegar com este tópico.

Apenas considerações?

Acho que para o cultivador amador a jun-cao é a chave, afinal dá pra fazer ela em pequena escala, praticamente nos mesmos níveis de trabalho de um cultivo indoor de cubensis, por exemplo. Talvez nem tanto quanto à aquisição de matéria-prima...

O barato da jun-cao é esse, acho que além de ter uma ótima produção ela permite essa flexibilidadel. Pra quem tem interesse em cultivar comestíveis em baixa escala é imprescindível conhecer a técnica.
 
Fala Cygnus, não entendi onde vc estava querendo chegar com este tópico.

Apenas considerações?

Acho que para o cultivador amador a jun-cao é a chave, afinal dá pra fazer ela em pequena escala, praticamente nos mesmos níveis de trabalho de um cultivo indoor de cubensis, por exemplo. Talvez nem tanto quanto à aquisição de matéria-prima...

O barato da jun-cao é esse, acho que além de ter uma ótima produção ela permite essa flexibilidadel. Pra quem tem interesse em cultivar comestíveis em baixa escala é imprescindível conhecer a técnica.

cara, eu nem me lembro de ter postado isso aqui desse jeito, mas sim como respostas a posts distintos, acho q era um post maior q alguém reduziu pra isso e o meu nome ficou como o primeiro e portanto como se eu tivesse feito.

Mas tipo assim, quanto à essa questão do jun-cao, sim sem dúvida, é o substrato mais amplo, no sentido de servir pra praticamente todas espécies medicinais (dada certa adaptação), mais produtivo em relação ao trabalho e a menor quantidade de trabalho, fácil de manusear, é quase um bolo PF só q a farinha de grãos + vermi é substituído por gramíneas, dá pra ir pra terrário pequeno (desde q seja bem ventilado, o q não é exigência forte dos cubies) e de fato, o substrato é fácil de achar (mas dífícil de preparar, isto é, triturar, compostar e manter essa gramínea + aditivos até o ponto de ir pra esterilização e assim ser inoculado).

Infelizmente não surgiram ainda (2007), aqui neste fórum, as bulk teks q atendem as especificidades do micologista de cozinha.
 
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